Entrar no amplo salão do Bar Lagoa é como uma viagem pelo tempo. Patrimônio imaterial da cidade e tombada em 1993 pelo município, a construção no estilo art déco, com mármores, detalhes em dourado e espelhos revelam que o lugar tem história. São mais de 80 anos servindo na cidade. Em 2015, o local foi comprado pelo empresário Omar Catito Peres, também dono do restaurante La Fiorentina, no Leme. O estabelecimento foi premiado este ano na categoria Bar/Botequim e ficou empatado com a Academia da Cachaça, no Leblon. O resultado foi decidido pela crítica de gastronomia Luciana Fróes.
No cardápio, além do chope gelado — que é reposto antes mesmo que o cliente perceba que o copo está vazio —, estão pratos tradicionais da casa e típicos da culinária alemã. Salsichão com salada de batatas e milanesa são os carros-chefe. Outro exemplo é o kassler defumado, que também vem acompanhado de salada de batatas. Há 20 anos no Bar Lagoa, o gerente Flávio Alves Oliveira acredita que o sucesso da casa se deve às poucas mudanças pelas quais passou. No cardápio e na arquitetura, nada de novo, mas quando se trata do mau humor dos garçons….
— A matéria-prima é a mesma, o cardápio é o mesmo, a qualidade é a mesma desde a inauguração. Já tentamos acrescentar novidades no cardápio, mas não foram bem aceitas. Mas se tem uma coisa que mudou foram os garçons. Eles eram conhecidos pelo mau humor. Mas com a troca da administração, a maneira de trabalharem mudou muito. Estão mais bem-humorados — reflete Oliveira.
Mudou mesmo, vide a simpatia do Chico, que até tirou os óculos para ser fotografado para esta reportagem.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Júlia Amin