Baluartes da Império Serrano revivem momentos especiais da escola

Os nove títulos do Grupo Especial, que fazem do Império Serrano o quarto maior vencedor da história do carnaval carioca, já seriam suficientes para garantir a presença do nome da escola da Serrinha entre as grandes da folia no Rio de Janeiro. Mas, além dos títulos, a agremiação produziu sambas antológicos, como “Aquarela brasileira”, de Silas de Oliveira, de 1964 — para muitos, o melhor da história. Foi também capaz de surpreender com a musicalidade do samba-chiclete “Bumbum, paticumbum prugurundum”, de 1982. Esses e outros capítulos da história de sete décadas estão sendo contadas pelas personalidades da escola nas redes sociais, através da Campanha Cultural Império 70.

A escola cultiva uma história de pioneirismos da qual se orgulha, como o fato de ter sido responsável pela popularização dos agogôs nas baterias. O instrumento até então era utilizado com mais frequência nos rituais dos terreiros de candomblé, e dedicado a Ogum, como explica o historiador Luiz Antonio Simas:

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— Saído dos terreiros, o agogô chegou à música popular exemplificando a estreita ligação entre as rodas de yaôs e as rodas de samba, que marcou a codificação do gênero mais expressivo da música carioca de fundamento africano. Dessa mistura entre candomblé e samba, o agogô chegou finalmente aos desfiles das escolas de samba.

Em textos especiais para a campanha, disponíveis no Facebook , o historiador Eduardo Sarmento lembra a relação de amor de Carmen Miranda com o Reizinho de Madureira e o jornalista Carlos Gil apresenta uma crônica de aniversário. Há ainda textos de Carlos Andreazza e Marcelo Moutinho.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Agência O Globo / Anibal Philot/21-01-1982