Serviço de transfer para as Barcas começa a funcionar na garagem de Charitas

A Niterói Rotativo, administradora da garagem subterrânea de Charitas, inaugurou esta semana um serviço de transporte, gratuito, do estacionamento subterrâneo de Charitas até a estação das barcas. Uma van sai da garagem sempre cinco minutos antes da partida das embarcações rumo à Praça Quinze, sem onerar o preço da diária, de R$ 9. O transfer, que cobre apenas 800 metros, aumentou em 30% o movimento de veículos que estacionam no local nestes primeiros dias.

Segundo a Niterói Rotativo, a garagem subterrânea recebeu cerca de 50 carros por dia na semana passada. Nos primeiros quatro dias úteis de funcionamento do novo serviço, a média chegou a 65 veículos por dia.

O advogado Guilherme Rodrigues, que mora em Camboinhas e segue para o Rio por Charitas quase todos os dias, elogiou a iniciativa.

— Parece perto, mas não é. Torna mais cômodo o trajeto até a estação, e faz muita diferença, por exemplo, em dias de chuva ou quando o sol está muito forte — comenta.

A psicóloga Samantha Oliveira afirma que o transfer a motivou a passar a estacionar o carro na garagem subterrânea.

— Outros estacionamentos mais distantes da estação já ofereciam transporte semelhante. Agora, dou preferência à garagem subterrânea porque meu carro fica estacionado em local coberto — conta.

Planejada como equipamento integrante do projeto de mobilidade da Transoceânica, principalmente para atender motoristas vindos da Região Oceânica que estacionam em Charitas antes de seguirem para o Rio, a garagem subterrânea, inaugurada em junho, com 230 vagas, demorou a emplacar. Teve pouca procura nos primeiros meses de funcionamento, e outros estacionamentos particulares do entorno surgiram oferecendo tarifas mais acessíveis.

O movimento na garagem subterrânea só aumentou depois que o valor da diária caiu de R$ 20 para R$ 9, após o primeiro mês de operação. A Niterói Rotativo espera que, agora, a demanda cresça ainda mais.

A garagem foi projetada para funcionar ao lado da estação hidroviária, mas o solo no local foi considerado inapropriado. Com isso, a obra, que custou R$ 22 milhões, foi transferida para uma área a 800 metros de distância do terminal.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior