O projeto Rio + Seguro que o prefeito Marcelo Crivella lançará nesta segunda-feira em Copacabana não se limitará ao policiamento preventivo feito em conjunto com agentes da Guarda Municipal e policiais militares que trabalharão em seus horários de folga. O reforço de efetivos da PM no bairro permitirá a liberação de agentes da Guarda para as operações de ordenamento urbano reprimindo o comércio ambulante irregular e participando de ações de acolhimento da população de rua. O projeto será uma versão da prefeitura para o Segurança Presente, mas sem a participação de instituições como a Fecomércio, responsável pelos projetos Lagoa, Centro e Méier Presente.
O programa também prevê que a prefeitura passará a enviar diretamente para as 12ª (Copacabana) e 13ª (Ipanema) DPs, além da Delegacia de Atendimento ao Turista, imagens de flagrantes de crimes registrados pelas câmeras do Centro de Operações Rio (COR). O objetivo é agilizar a investigação de delitos praticados nos bairros do Leme e de Copacabana. Nos últimos meses, o serviço de inteligência da Guarda Municipal fez um mapeamento detalhado dos principais problemas de cada ponto do bairro – de comércio irregular a pequenos delitos.
Neste sábado, o colunista Ancelmo Gois divulgou alguns detalhes sobre como será a parceria. Ao todo, 280 homens da PM e da GM vão trabalhar diariamente nas ruas, em seus horários de folga, com o apoio de dez viaturas e 33 motocicletas no patrulhamento.Os guardas municipais terão aparelhos de celular conectados ao COR e serão constantemente monitorados via GPS. Assim, poderão ser direcionados em tempo real para alguma ocorrência que o centro de operações visualize, com suas câmeras.
A prefeitura prefere não antecipar mais informações sobre o projeto antes de segunda-feira. Mas as reuniões que traçaram a estratégia do projeto foram acompanhadas pelo vereador Marcelo Arar (PTB), autor de uma indicação parlamentar propondo o projeto em Copacabana, que revelou outros detalhes do projeto:
— Copacabana é um projeto piloto que a prefeitura pretende ampliar para outros bairros no futuro. Essas imagens poderão ajudar a polícia a instruir processos encaminhados à Justiça. A escolha do bairro tomou como base o fato de ser simbolicamente importante para a história da cidade e para o turismo — disse Arar.
Os recursos para o projeto virão do novo Fundo Municipal de Segurança Pública da Secretaria de Ordem Pública (Seop), criado há cerca de três meses. Os recursos para o fundo vêm de parte da arrecadação de multas de trânsito, doações e recursos do tesouro.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior