Ponte: obras em pontos críticos prometem travessia mais rápida

O ano começa com expectativa de melhoras para milhares de niteroienses que cruzam diariamente a Ponte Rio-Niterói. Na próxima semana, serão iniciadas intervenções que prometem dar mais fluidez ao trânsito e reduzir o tempo de travessia de quem passa de ônibus e carro todos os dias pela rodovia. A praça do pedágio será ampliada, ganhará três novas cabines, e os canteiros e baias da Ilha do Mocanguê serão remodelados para facilitar o tráfego de coletivos no local. De acordo com a Ecoponte, concessionária que administra a via, as obras no pedágio serão concluídas até maio e não afetarão o trânsito. As mudanças no Mocanguê começarão logo em seguida.

A praça do pedágio, que hoje conta com 15 cabines, sendo uma flex (para veículos e motocicletas), quatro mistas (funcionam com cobrança manual e automática), duas somente com cobrança automática e oito só para cobranças manuais, passará a ter 18 cabines, com mais uma flex e duas mistas. A medida, segundo o gerente de atendimento ao usuário da Ecoponte, Júlio Amorim, terá maior impacto no tempo de travessia de quem passa regularmente pela ponte no horário de rush.

— São três cabines que aumentarão a capacidade de atendimento na hora de maior movimento. E o usuário do dia a dia, que conta com a cobrança automática, ganhará mais duas cabines. A ampliação será para a área de apoio, à direita de quem chega a Niterói. Depois, reorganizaremos a configuração das cabines. A obra não vai interferir no tráfego — garante.

NOVA GEOMETRIA NA DIVISÃO DAS PISTAS

No trecho da Ilha do Mocanguê, as mudanças visam a dar mais segurança no embarque e desembarque de passageiros de ônibus no local. O canteiro que divide as pistas expressas daquelas onde ficam os pontos de ônibus será reduzido; e as zebras, reconfiguradas. As intervenções serão iniciadas após a conclusão das obras no pedágio.

— São alterações que melhorarão a geometria da pista para que os veículos façam uma manobra mais suave na hora da entrada. No sentido Niterói, vamos alargar mais a pista para possibilitar que, mesmo com um veículo parado no ponto, outro possa passar ao lado e parar mais à frente ou seguir viagem — explica Amorim.

O gerente da Ecoponte acrescenta que as alterações no local consolidarão as mudanças iniciadas há cerca de dois meses. Depois de muitas reclamações de passageiros que perdiam tempo engarrafados em longas filas de ônibus que se estendiam da Ilha do Mocangê até o vão central, a concessionária firmou parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Detro, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) e a Fetranspor, e restringiu em 50% o número de linhas autorizadas a pararem no local.

— Conseguimos resolver de forma simples esse problema de três, quatro quilômetros de congestionamento de ônibus diariamente entre 17h e18h. As empresas aderiram, as pessoas entenderam e está funcionando. Não tem mais fila ali. As mudanças que faremos agora vão facilitar o trabalho dos motoristas e dar mais segurança aos passageiros — enfatiza Amorim.

OBRA DA PRAÇA RENASCENÇA

A construção do mergulhão da Praça Renascença, no Centro, também será iniciada este ano. Prevista no atual contrato de concessão da Ponte, firmado em maio, a passagem subterrânea é vista como solução para o gargalo do cruzamento das avenidas Jansen de Mello e Feliciano Sodré, que recebe os veículos que vêm da Avenida do Contorno e da Alameda São Boaventura para o Centro e dos que seguem em direção a São Gonçalo e à Ponte Rio-Niterói. A obra tem previsão de ser executada em 18 messes e deverá ser entregue até maio de 2017. De acordo com Amorim, o projeto está em fase final de licenciamento junto à prefeitura.

— Faltam apenas detalhes para o início das obras. Temos prazo para entregar e iniciaremos assim que forem emitidas todas as licenças — afirma.

Outras duas obras, também previstas no atual contrato de concessão da Ponte, que vai até 2035, têm prazos mais longos. A alça de ligação com a Linha Vermelha, no Rio, que servirá para evitar que os veículos com destino à Baixada Fluminense, à Via Dutra e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) utilizem a Avenida Brasil, deverá ficar pronta até 2019. O viaduto terá uma pista em sentido único, com 2,5 quilômetros, na chegada ao Rio. Segundo Amorim, o traçado ainda está sendo discutido.

— Essa obra será feita depois do mergulhão. Ainda estamos fazendo estudos e vendo, em discussões com a prefeitura do Rio, as diversas possibilidades para a passagem do viaduto. Depois, iniciaremos a fase de licenciamento — conta Amorim.

A Avenida Portuária, última intervenção prevista para ser feita pela Ecoponte, tem previsão de ser implantada até 2020. A via terá 3,1 quilômetros, com pistas em dois sentidos, e dará continuidade à alça da Linha Vermelha. A passagem será exclusiva para caminhões e veículos pesados com destino ao porto do Rio.

Fonte: O GLobo
Foto:Divulgação / Ecoponte
Postado por: Raul MOtta junior