Após 20 hectares de mata recuperada, Mutirão de Reflorestamento completa 25 anos

“Espero que um dia as pessoas se lembrem dessas ações, assim como se recordam da importância de Dom Pedro II com relação à recomposição da Floresta da Tijuca”. A afirmação, ambiciosa, é de Sérgio Mello, morador do Vidigal que é o encarregado do projeto Mutirão de Reflorestamento no local. A satisfação com o trabalho de recomposição da Mata Atlântica no morro é tanta que ele não teme a comparação com o trabalho conduzido sob as ordens do imperador em meados do século XIX. Mello diz que a ação no Vidigal é também um fato histórico. Em 25 anos de trabalho no local, já foram replantados cerca de 20 hectares.

— Esse é um trabalho iniciado na comunidade em 1990 que vai deixar uma herança para as gerações futuras. Se não houvesse isso, certamente toda a área hoje seria um lixão ou apresentaria grande risco de deslizamento — acredita.

Ele afirma que, em vez dos cafezais, os grandes vilões de hoje são os lixões e o capim-colonião, espécie invasora que inibe crescimento de outros vegetais nas encostas. E diz que o trabalho feito naquela época pela força do trabalho escravo hoje é remunerado: os trabalhadores que ele coordena, todos moradores do bairro, recebem cerca de um salário mínimo para plantar mudas fornecidas pela Secretaria municipal do Meio Ambiente (Smac). Entre os benefícios ele lista a volta da fauna e de nascentes de água e a contenção de encostas.

Segundo a prefeitura, o Vidigal é um dos 16 locais da Zona Sul e dos 150 do Rio que fazem parte do programa ambiental.

Fonte: O GLobo
Foto: Agência O Globo / Guilherme Leporace
Postado por: Raul MOtta junior