Pelo terceiro ano seguido, cerimônia de entrega das chaves da cidade para o Rei Momo fica na berlinda

A 24 horas da abertura do carnaval, a história se repete. Pelo terceiro ano consecutivo, há indefinições sobre a tradicional entrega das chaves da cidade ao Rei Momo. Guardiã das chaves, a família do ex-funcionário da Riotur Candonga, já falecido, ainda a não recebeu qualquer comunicado oficial sobre o evento. Presidente do Instituto Candonga, Maurício de Jesus diz que há um descaso com uma tradição da festa:

– Não há nada definido. A cerimônia é uma tradição do Rio. Isso é um descaso do prefeito com o carnaval. Não dá para compreender – disse Maurício, que é um dos filhos de Candonga.

Em 2017, primeiro ano de Crivella na prefeitura, a cerimônia ocorreu no Sambódromo sem a presença do chefe da administração municipal, já poucos minutos antes do início dos desfiles da Série A.

O Rei Momo e a corte do carnaval com a chave da cidade. O prefeito Marcelo Crivella está ao fundo Foto: Divulgação
O Rei Momo e a corte do carnaval com a chave da cidade. O prefeito Marcelo Crivella está ao fundo Foto: Divulgação
Ano passado, o evento foi no Palácio da Cidade. Mas a família foi avisada da cerimônia a menos de três horas do evento, após reclamar que não tinha sido convidada e, portanto, não haveria chaves para entregar. Crivella participou do evento mas não tocou no objeto.

A prefeitura informou que ainda não definiu o formato da cerimônia. Procurado por um aplicativo de mensagens, Crivella ainda não respondeu se participará do evento.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior