Ataques israelenses em Gaza matam pelo menos três pessoas

“RAUL BARROZO DA MOTTA JUNIOR”

Ataques israelenses mataram pelo menos três pessoas na Faixa de Gaza neste domingo (12), incluindo uma menina de 9 anos, disseram autoridades de saúde palestinas.

Socorristas afirmaram que disparos israelenses contra um acampamento de tendas no lado leste do campo de refugiados de Al-Bureij, no centro de Gaza, mataram Tala Abu Matar, de 9 anos. Os militares israelenses não comentaram imediatamente a morte da menina.

Um ataque aéreo contra uma fundição de metais no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matou duas pessoas. Testemunhas disseram que o local foi atingido por três mísseis israelenses.

As Forças Armadas de Israel disseram à Reuters que atacaram infraestrutura “terrorista”, sem fornecer mais detalhes.

O cessar-fogo acordado em outubro de 2025 entre Israel e o Hamas interrompeu os principais combates no enclave, mas não conseguiu impedir os ataques israelenses que mataram mais de mil palestinos desde que o acordo entrou em vigor. Quatro soldados israelenses foram mortos por militantes em Gaza durante o mesmo período.

A mais recente onda de violência ocorre no momento em que líderes do Hamas visitam o Cairo para novas negociações sobre a implementação da segunda fase do plano de paz para Gaza do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As discussões incluem o desarmamento do Hamas e a retirada do exército israelense, de acordo com fontes próximas às negociações, acrescentando que ainda não houve avanços significativos.

Quase todos os 2 milhões de habitantes de Gaza, a maioria dos quais já foi deslocada várias vezes, vivem agora numa pequena faixa de terra ao longo da costa, principalmente em tendas improvisadas ou edifícios danificados, sob o controlo do Hamas.

Segundo dados israelenses, combatentes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas durante o ataque transfronteiriço contra Israel em 7 de outubro de 2023. O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que mais de 73 mil palestinos foram mortos no território desde então.

Fonte CNN BRASIL