Estudo propõe demarcação de faixa marginal que impediria obra no entorno da Lagoa de itaipu

A disputa pela preservação de uma área de cerca 560 mil metros quadrados às margens da Lagoa de Itaipu ganhou mais um capítulo. Durante a mais recente reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente, em dezembro, a Secretaria municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade apresentou estudo que contém um mapa com demarcação definitiva para a faixa marginal da Lagoa de Itaipu.

A área compreendida entre o Canal de São Lourenço, a Avenida Professor Florestan Fernandes (em Camboinhas) e o mar — que foi incorporada por decreto, em 2008, ao Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), e depois, em 2014, teve parte retirada — poderá ser definitivamente considerada como de proteção permanente, apesar de o novo Plano Diretor, que tramita na Câmara, desconsiderá-la. Na nova demarcação, o terreno é delimitado como área de amortecimento da lagoa e, por isso, não seria possível construções no local.

A ausência de demarcação do local como Área de Proteção Permanente (APP) no Plano Diretor proposto pela prefeitura para o desenvolvimento da cidade nos próximos dez anos reavivou o projeto de construção de até 210 prédios de seis andares que poderiam levar para o local 28 mil novos moradores.

A iminente abertura de ruas e urbanização da área mobilizou ambientalistas contrários à medida. Eles reuniram mais de cinco mil assinaturas contrárias à proposta do Plano Diretor e promoveram dois protestos no local com cerca de mil pessoas.

O novo Plano Diretor ainda aguarda votação na Câmara e deve retornar à pauta nas próximas semanas, quando também será analisada a emenda do vereador Bruno Lessa (PSDB), presidente da comissão de Meio Ambiente, que modifica o projeto e inclui o terreno na APP das lagoas. A prefeitura não respondeu se o mapa produzido pela Secretaria de Meio Ambiente será considerado para a sanção do Plano Diretor.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior