Restrições para pescadores na Região Oceânica são mantidas durante Paralimpíada

Nas vésperas dos Jogos Olímpicos, pescadores de Itaipu e de Piratininga — além dos localizados dentro da Baía de Guanabara — foram comunicados que até o dia 18 de agosto estavam proibidos de sair com seus barcos no horário das 11h às 18h. Apesar do prejuízo aos trabalhos, a decisão foi respeitada. Agora, às vésperas da Paralimpíada, a restrição volta a se impor sobre o dia a dia dos pescadores.

O objetivo da medida é garantir a segurança da navegação durante os Jogos, mas os pescadores lembram que a enseada de Itaipu está longe das raias olímpicas, localizadas mais próximas da entrada da Baía. Eles pedem que a medida seja revista durante a Paralimpíada.

— Acho que faltou sensibilidade dos organizadores do evento com o setor. Pensaram no esporte, mas deixaram de lado os pescadores que atuam nessa área — lamenta Jorge Nunes de Souza, presidente da Associação Livre de Pescadores da Praia de Itaipu (Alpapi).

O navio da Marinha em frente à praia lembra aos aventureiros que há impedimentos no mar. A área de restrição se estende da ponta do Morro das Andorinhas, em Itaipu, até o Leme, na Zona Sul do Rio, passando por trás das ilhas da Mãe e do Pai. Com isso, toda a comunidade pesqueira na Região Oceânica de Niterói fica impedida de sair com suas embarcações. Segundo Souza, o problema é pior para os cerca de 40 pescadores de Itaipu que atuam exclusivamente dentro dos limites da área proibida, porque suas embarcações não vão para alto-mar. A modalidade que não sofreu impacto é a pesca de arrasto, que é feita no início da manhã, antes do horário proibido.

— O que a gente quer é encontrar uma maneira de eles fazerem a prova com segurança, mas sem nos prejudicar — diz o pescador Jairo Augusto.

A equipe de reportagem procurou o Comitê Rio 2016, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior