A maioria das chamadas para controle de caramujos africanos na cidade partiram de bairros da Zona Norte. De janeiro a maio deste ano a prefeitura do Rio recebeu 777 solicitações, através do serviço 1746, o que dá uma média de 155 por mês. Do total de contatos, 335 partiram de moradores da Zona Norte, seguida pela Zona Oeste (325) e Zona Sul/Centro/Barra/Jacarepaguá (117).
As ruas com mais chamados são a Oricá, em Brás de Pina, e a Campo Grande, em Campo Grande, com oito reclamações cada uma. Os bairros com mais chamados são Campo Grande (56), Piedade (33), Jardim Carioca (28), Bento Ribeiro (23) e Marechal Hermes (22).
— Eles aparecem mais quando chove ou quando faz frio. Todo mundo reclama. Tenho medo por causa da transmissão de doenças — afirma a dona de casa Ana Paula Silveira, de 45 anos, moradora da Rua Oricá, a que concenntrou mais quixas.
Neuza Garcia, moradora da casa de número 560, disse que os moluscos se mantém longe do seu quintal, porque o mesmo é cimentado. Porém, volta e meia eles aparecem num terreno vizinho e baldio, que fica no número 510 e está tomado pelo mato.
—Teve uma época em que apareceu bastante. Agora é bem menos. Aqui em casa eles não aparecem porque é tudo cimentado — disse a moradora.
O excesso de umidade causado pelas chuvas, somado ao calor típico do verão, favorece a proliferação destas espécies.O caramujo africano é uma espécie invasora considerada uma praga agrícola, que pode causar danos ao meio ambiente, além de trazer riscos à saúde humana e animal. Segundo especialistas ele pode transmitir doenças causadas por vermes, como a meningite eosinofílica.
Os especialistas também chamam a atenção para o fato de que a concha do animal pode acumular água, depois de sua morte, e se transformar num foco de criação do mosquito da dengue. Para evitar esses problemas, recomendam que o controle desse caramujo seja feito manualmente e de forma periódica, com a sua posterior eliminação.
O caramujo gigante africano foi introcudizo no país na década de 1980 e, atualmente, é encontrado em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal. A única área do país onde o molusco ainda não foi identificado é o estado do Rio Grande do Sul.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior