“Ajude-nos a casar”. É com este apelo, escrito em placas que carregam penduradas ao pescoço, que Beatriz de Oliveira e Wellington Mantuano, ambos de 20 anos, estão cativando as pessoas que passam todos os dias pela estação Siqueira Campos, do metrô, em Copacabana.
Como divulgou Ancelmo Gois, o casal estava no meio dos preparativos para o casamento, marcado para 29 de setembro, quando foi surpreendido pelo desemprego. A solução foi passar a vender bombons em Copacabana para pagar as despesas com vestido de noiva, aluguel do salão de festas, lua de mel…
As trufas são preparadas pela dupla na casa da mãe de Wellington, na Cidade de Deus, e vendidas a R$ 3 cada, nos sabores, morango, maracujá e chocolate.
Para embalar as vendas, o casal canta músicas cristãs, sempre com um sorriso no rosto. O que não falta é gente que elogia a iniciativa e, de quebra, leva alguns bombons contribuindo para a realização do casório. Os dois já reuniram R$ 400 e fazem planos de, caso sobre algum dinheiro, acabar de construir a casinha onde pretendem morar.
— Não tínhamos nem pensado num local para as vendas, foi ela (Beatriz) quem teve essa visão. Daí as coisas foram fluindo. Tem gente que compra os bombons e tira fotos com a gente — conta Wellington.
Ele trabalhava como eletricista automotivo em uma empresa de ônibus que faliu. Os dois decidiram aproveitar parte do know-how de vendas de Beatriz, que já foi boleira. Os dois jovens se conheceram em 2014 na Escola Municipal Luiz Gonzaga, na Freguesia, onde estudaram na mesma turma. Depois, reencontraram-se em 2015. Wellington frequentava uma igreja evangélica e convidou Beatriz a também participar dos cultos.
— Ficamos dois anos juntos e nos separamos, éramos muito imaturos para encarar a responsabilidade. Após dois anos, nos reencontramos já com outra mentalidade. E noivamos em fevereiro — diz Beatriz.
A ideia que tiveram já está contagiando outros casais:
— Há noivos pensando em fazer o mesmo. Dá certo, pois tem muita gente que ainda acredita no casamento e no amor — diz o rapaz.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior