Rio de Janeiro tem cerveja na calçada. E até em pé

Quando o sol começa a se despedir deixando o céu dourado, a mureta da Urca já está lotada. O lugar é praticamente um símbolo de um dos hábitos bem típicos dos cariocas: tomar cerveja, em pé, na calçada. Na Urca, os cervejeiros ainda podem usar a mureta para se sentar, mas, em outros cantos da cidade, a falta de mesas e cadeiras não impede a apreciação da bebida.

O ponto em frente ao tradicional Bar Urca, onde a cerveja de garrafa custa entre R$ 12 e R$ 14, está entre os mais conhecidos para a “prática”. Frequentam a mureta os que moram por ali, os que saem do trabalho e fazem um happy hour, os que gostam de um pós-praia ou só quem aprecia tomar cerveja e comer uma porção de pastel ou um bolinho de bacalhau.

– Venho pelo ambiente, o visual lindo. Tomar cerveja assim é bom. Você não fica “amarrado” ao lugar, ao garçom e não paga 10% – disse Adriano Ribeiro, engenheiro que saiu do trabalho e foi com os colegas para a mureta.

A concorrente mais próxima é carinhosamente chamada de “pobreta”, trecho no início da Rua Marechal Cantuária, em frente ao bar Urca Grill. O lugar ganhou esse apelido porque a cerveja é mais barata – a garrafa custa R$ 9,50. O visual também é de tirar o fôlego.

– Aqui é bom porque é fresco. Gosto de atividades perto do mar e de ver esse pôr do sol tomando uma cerveja – afirmou a jornalista Bárbara Secco.

A cidade reserva outros redutos da cerveja tomada em pé como a Praça São Salvador, no Flamengo, e o Bar Jobi, no Leblon, que costuma agregar mais clientes do lado de fora, na calçada da Ataulfo de Paiva, do que no pequeno salão.

Há também quem prefira o entorno da praça Santos Dumont, o famoso Baixo Gávea, que também fica apinhado de quem gosta de bater papo na companhia de uma cerveja.

Fonte: O GLobo
Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta Junior