Em plena pandemia, o Campo Olímpico de Golfe da Barra funciona a pleno vapor. Com auxílio de um drone, O GLOBO constatou que, na sexta-feira e no sábado, dezenas de pessoas praticavam o esporte no local, apesar do decreto municipal que estabelece o fechamento de clubes e outras áreas de lazer para conter o coronavírus — sob multa diária de R$ 891,59, em caso de descumprimento das regras.
De acordo com Alberto Chebabo, infectologista da UFRJ, ao não paralisar as atividades, o clube põe em risco também a saúde de seus funcionários:
— Golfe não é atividade essencial. O decreto deve ser respeitado para salvar vidas.
A prefeitura afirma que incluirá o clube no itinerário de suas operações. Além da multa diária, o espaço pode ser interditado. E, em caso de desobediência, o município diz que é possível a apresentação de uma notícia-crime à Polícia Civil e ao Ministério Público. O clube ainda pode ter o alvará cassado.
“Os infratores podem responder pelo crime de infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”, diz o município em nota.
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No fim de semana, O GLOBO procurou a Olympic Golf Course, que administra o espaço. Uma recepcionista informou que as informações só poderiam ser prestadas pela assessoria de imprensa, de segunda a sexta-feira. Segundo ela, o clube teve o horário reduzido em razão da pandemia. Nesta segunda-feira, o Campo Olímpico de Golfe enviou um posicionamento sobre o assunto. Confira:
“O Campo Olímpico de Golfe é um legado olímpico em pleno funcionamento, estando em total condição para a prática esportiva. É mister esclarecer que: No dia 16/03/2020, antes de qualquer tipo decreto e medidas de isolamento, a direção do COG determinou o fechamento de todas as atividades que pudessem causar aglomerações, como: restaurantes, bares, eventos e capelas.
Após essa data, de acordo com o primeiro decreto (N° 47006, de 27/03/2020), está claro para nós que as atividades que permaneceram em funcionamento não se enquadram no que é exposto, sendo certo de que não somos clube, assim reconhecido por todos os frequentadores e autoridades olímpicas.
Esclarecemos que as atividades no campo são exercidas, ao ar livre, por pessoas que buscam a prática física para o bem da saúde, e que não há nem aqui, nem no mundo, aglomerações, nem contato físico, entre golfistas, pois resguardam uma distância mínima muito maior do que os 2 metros recomendados pela OMS, autoridade de saúde.
Vale salientar que 95% da área do COG é composta de áreas verdes, em que a sua manutenção, com práticas agrícolas, se faz necessária diariamente, em prol de um campo que tem comprometimento com a vida de diversas espécies de fauna e flora. Isso, também, sem causar qualquer tipo de aglomeração ou perturbação, seguindo as normas de segurança e saúde, estabelecidas pelas autoridades de saúde.
O equipamento atende, rigorosamente, todas as regras municipais, estaduais e federais de combate contra o COVID-19. É importante reiterar que o COG não é um clube. Além disso, possuímos um espaço amplamente aberto, de céu aberto, que não promove aglomerações, nem contato físico.
O OGC compreende claramente os desafios e dificuldades impostas pela Covid-19 e divide o compromisso de manter os empregos, diretos e indiretos, gerados pela sua atividade, bem como a proteção ao meio ambiente a ele imposto pelas licenças e autorizações de funcionamento”.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior