“RAUL BARROZO DA MOTTA JUNIOR”
A Copa do Mundo de 2026 chega ao seu último capítulo, mas a disputa pelo prêmio de melhor jogador do torneio segue aberta. Embora Kylian Mbappé lidere os Power Rankings ofensivos da Fifa, Lionel Messi entra em campo na final contra a Espanha, neste domingo (19), com a chance de reforçar sua candidatura ao principal prêmio individual da competição.
Os dois aparecem entre os destaques do Mundial, mas vivem momentos diferentes. Mbappé já encerrou sua participação ao disputar o jogo do terceiro lugar com a França, enquanto Messi ainda terá a oportunidade de atuar na partida mais importante da Copa.
O ranking divulgado pela Fifa é elaborado com base nos chamados Dados de Desempenho Aprimorados. O sistema avalia ações ofensivas, criatividade e contribuição defensiva, considerando o tempo em campo e a posse de bola da equipe. Os algoritmos foram desenvolvidos pelo departamento de análise de desempenho da entidade sob supervisão de Arsène Wenger e são atualizados após cada partida.
Nos indicadores ofensivos, Mbappé lidera a lista com nota 9,12. Logo atrás aparecem Jude Bellingham (8,29) e Messi (8,28). Já no quesito criatividade, o argentino é o líder entre os principais candidatos, com nota 8,21, estando atrás apenas do meio-campista Olise.
Mais do que os números, porém, o contexto da reta final da competição coloca Messi em vantagem na corrida pelo prêmio. Capitão da Argentina, o camisa 10 foi decisivo durante a campanha e ainda terá a oportunidade de influenciar diretamente a final diante da Espanha. Historicamente, atuações nas partidas decisivas costumam pesar na escolha do melhor jogador da Copa.
Outro fator que fortalece a candidatura do argentino é a disputa pela artilharia. Messi está a apenas dois gols de igualar Mbappé no topo da lista de goleadores do Mundial e ainda leva vantagem no número de assistências, critério que também costuma ser valorizado na avaliação técnica da Fifa. Como ainda disputará a final, o camisa 10 terá mais uma oportunidade para ampliar seus números, enquanto o francês já encerrou sua participação.
Se a Argentina conquistar o bicampeonato consecutivo, a tendência é que Messi assuma o favoritismo absoluto ao prêmio, repetindo o feito de 2022 e 2014, quando foi eleito o craque da Copa do Mundo.