A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Intelectual (DRCPIM) doou para uma instituição de caridade, nesta quarta-feira, roupas falsificadas que foram apreendidas pela unidade. Foram entregues mais de 180 peças que seriam destruídas. Antes, todas foram descaracterizadas por detentas da Penitenciária Talavera Bruce para a retirada das logomarcas falsificadas.
As peças foram entregues pelos agentes da especializada na creche Cardeal Câmara, em Campinho, na Zona Oeste do Rio. O pedido para que as roupas fossem doadas foi feito à Justiça pela delegacia.
— A iniciativa é inovadora. Não existe em nenhum lugar do país. Me incomodava muito ter que destruir roupas perfeitas apenas porque estavam ostentando uma marca. Por outro lado, não poderia doar com a marca aparecendo. Fazer a descaracterização da marca violada foi a solução que encontramos — explica o delegado titular da unidade, Celso Ribeiro.
Para a descaracterização das roupas, a Polícia Civil fez um acordo com a Vara de Execuções Penais (VEP), a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Fundação Santa Cabrini.
A autorização para que as presas fizessem a retirada das logomarcas foi dada pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da VEP.
— Essa iniciativa tem um aspecto humanitário, porque as presas estão tendo a oportunidade de trabalhar, e também ambiental, já que essas roupas eram incineradas — opina Celso Ribeiro.
Ainda de acordo com o delegado, já há outras 150 solicitações aguardando decisão judicial. Além disso, as presas já estão trabalhando na descaracterização de outras peças.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior