A placa colocada em frente a um imóvel da Rua da Passagem, em Botafogo, não informa prazo, mas avisa: “Aqui será construída a Escola de Gastronomia Le Cordon Bleu”. Difícil é saber quando. Anunciada em março de 2012 pelo então governador Sergio Cabral, a primeira unidade da instituição francesa no país deveria estar funcionando desde 2013. Orçada em R$ 4 milhões, a obra já custou R$ 7,6 milhões e ainda são necessários R$ 4 milhões para sua conclusão. A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) garante que o projeto não foi abandonado, mas, diante da crise financeira do estado, não sabe quando será tirado do papel.
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Nos últimos três anos, tanto o governo estadual quanto a Le Cordon Bleu divulgaram vários prazos para a abertura da escola. A intenção era formar cozinheiros que, pelo plano inicial, estariam apresentando suas criações durante a Copa de 2014 e a Olimpíada. Hoje, quem vê o local escolhido para abrigar a escola só vê um imóvel com aspecto de abandono.
No entanto, o chef Rolland Villard, que coordena a vinda da Le Cordon Bleu para o Rio, está otimista. Ele garante que a escola “vai sair do forno”:
— Não podemos deixar um projeto importante como esse acabar. Estamos negociando com grupos de investidores, mas não posso adiantar quem são. Queremos abrir em 2017.
A Cordon Bleu já tem uma escola na América do Sul — em Lima, no Peru — e unidades na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Ásia. A do Rio, segundo Villard, será diferente:
— Será uma escola adaptada para realidade brasileira, com ingredientes regionais.
Segundo uma nota da Faetec, 95% da obra estão concluídas e, compreendendo a situação financeira do estado, a Cordon Bleu tem ajudado na busca aos recursos necessários para a finalização do projeto sem o uso de recursos públicos.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Fernando Lemos