O projeto de valorização da arte de origem nasceu, literalmente, nas cinzas da arte moderna. Em 1978, em pleno incêndio do Museu de Arte Moderna (MAM), Mário Pedrosa, acompanhado pela bateria da Mangueira, leu o manifesto do Museu das Origens, entre o fogo e os destroços que restavam do MAM. Ele pedia que um museu com arte indígena e africana ocupasse o lugar que o MAM tinha deixado, mas isso não foi possível. Foram abertas, então, galerias com obras desse tipo no Museu de Belas Artes, em 1990. No fim da década de 2000, entretanto, o projeto acabou. Sábado passado, ele foi reaberto, dessa vez em Santa Tereza.
O Museu de Arte e Origens tem acervo que mistura arte africana, contemporânea e indígena. A exposição permanente inclui peças africanas da coleção particular do professor George Preston, Ph.D. pela Universidade de Columbia, que tem objetos de povos da Costa do Marfim e da República Democrática do Congo, entre outros países.
Também na exposição permanente está a seção indígena, com peças da coleção de Dinah Guimaraens, diretora do museu, e Guilherme Werlang, o dono da casa onde ele está localizado. As exposições de arte contemporânea ficarão sob curadoria de Dinah Guimaraens.
No último sábado de cada mês, o museu também sediará no começo da tarde um ritual indígena com índios da Aldeia Maracanã, além de degustação de comida típica e música afro-brasileira.
*Estagiário, sob supervisão de Elisa Torres
Fonte: O GLobo
Foto:Agência O Globo / Hermes de Paula
Postado por: Raul Motta Junior