Poucas vezes no Rio, uma exposição de carros clássicos reuniu exemplares tão cheios de história. É a segunda edição da Village Classic Cars, mostra que tem a curadoria do Veteran Car Club do Brasil e é realizada no shopping VillageMall, na Barra. Mostramos aqui algumas das maiores atrações entre 130 carros e 20 motos. Mas o melhor é ver ao vivo: inaugurada na sexta passada, a exposição continuará aberta até o próximo domingo e tem entrada franca.
Nos anos 20, a cantora lírica Gabriella Besanzoni e o armador Henrique Lage nadavam em dinheiro. Viviam no palacete onde hoje é o Parque Lage e tinham nada menos do que quatro automóveis da Isotta Fraschini, marca de luxo italiana. Lage morreu em 1941 e Gabriella se viu em meio a batalhas pelo espólio. Os Isotta sobreviveram e ainda estão por aí. Hoje nas mãos de um colecionador de Belo Horizonte, o exemplar exposto volta ao Rio pela primeira vez depois de muitas décadas.
Foi um dos muitos R-R pertencentes à outrora poderosa família Guinle. Com o tempo, a carroceria com estrutura de madeira apodreceu. O atual proprietário, então, encomendou uma “roupa mais esportiva” para o carrão. É uma impressionante carroceria boat tail, bem executada e muito fiel ao espírito da década de 20.
Zico cedeu à exposição o carro que recebeu como troféu quando o Flamengo sagrou-se campeão mundial no Japão, em 1981. Conservado pelo craque, o Celica 2.0 GT hoje está com 78.000km rodados.
É um pioneiro da indústria nacional de carros fora de série. Foi feito em chapa de aço pela Monarco Carrocerias, de São Paulo, sobre um chassi VW.
Levou o presidente Juscelino Kubitschek na inauguração oficial da fábrica da Volkswagen no Brasil, em 1959. No volante ia Schultz-Wenk, responsável pela empresa no país.
Saiu da Tchecoeslováquia e cruzou rodando o deserto do Saara até Dacar, de onde foi embarcado para o Brasil, em 1947. A aventura de Oldrich Kyllar foi toda documentada.
Criado por Hans Ledwinka, este carro tcheco impressiona pelas linhas aerodinâmicas e pelo motor V8 refrigerado a ar, montado na traseira. Foi uma das inspirações para o Fusca.
O exemplar à mostra (foto no alto da página 1) é um dos raros remanescentes do Circuito da Gávea. Ficou em segundo lugar na prova de 1952, com Pedro Romero ao volante.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: José Rodrigo Octavio