Um grupo de alunos da Escola Eleva, em Botafogo, venceu a Edição Online do Startup in School Edição Google Brasil 2019 na categoria App Inventor. O projeto DivulgArte, idealizado pelos alunos, competiu com mais de 700 projetos de diferentes regiões do país.
O DivulgArte tem como objetivo ajudar pequenos produtores a conseguirem se posicionar no mercado da arte, através de uma plataforma de divulgação para o grande público. Como prêmio, os alunos apresentaram seu projeto em um Day Camp de aceleração no Google Campus, em São Paulo.
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O Startup in School é um programa de iniciação em Empreendedorismo Tecnológico, realizado pela Ideias de Futuro com a Google Brasil. O time de alunos teve que identificar problemas na cidade e idealizar uma startup para resolver um problema.
O trabalho foi feito no Maker Space, um espaço de criação da escola, que conta com recursos que vão de sucata a impressoras 3D e faz parte da disciplina maker. Os alunos, desde o 1º ano do ensino fundamental I, desenvolvem a criatividade e a capacidade de resolver problemas por meio de desafios que envolvem etapas de design thinking, como definição do problema, geração de ideias, prototipagem e testagem. Entre os trabalhos que se destacaram estão Traffic light for visually impaired, um sinal de trânsito que emite sons diferentes de acordo com cada cor (vermelho, verde e amarelo), feito por alunos do 9º ano.
Outro aluno do 9º ano desenvolveu a Mão Mecânica, um dispositivo que serve como uma substituição para a mão das pessoas que tiveram-na amputada ou perderam seus movimentos de alguma forma. Através de sensores de contato nos dedos de uma mão, é possível controlar o equipamento. Já os alunos do 8° ano desenvolveram uma plataforma on-line com informações e ferramentas simples que buscam tornar a pessoa com autismo mais independente.
A diretora de Tecnologia e Inovação da Escola Eleva Cristiane Sanches explica que a instituição conta com diferentes Maker Spaces dentro da grade curricular, onde os alunos constroem seu conhecimento através da experiência e da reflexão, desenvolvendo projetos e protótipos para solucionar problemas.
— Temos um framework de aprendizagem cuja proposta envolve o desenvolvimento de habilidades como colaboração, iniciativa, perseverança, autoconfiança, planejamento, pensamento crítico, comunicação, curiosidade, criatividade, autonomia, organização e trabalho em equipe, e hábitos que delas decorrem: maker, designer e empreendedor, que serão desenvolvidos através de diferentes modelos de aula — explica.
Já o Espaço Maker da Escola Notre Dame, em Ipanema, implementado ano passado ganhou o título de maior espaço escolar desse âmbito no Brasil, segundo a Nave à Vela, pioneira na implementação da sistemática maker no país. A sala é equipada com componentes de eletrônica, impressora 3D, ferramentas manuais e todos os recursos necessários para a aplicação dessa metodologia.
Dentre outros trabalhos, o aluno Bernardo Parrilha, do 6º ano da unidade, criou ao lado dos colegas de turma a mochila voadora, projeto integrado com a disciplina de português.
— Estávamos lendo um livro no qual a personagem principal tinha o sonho de voar, por isso tivemos a ideia de fazer esse protótipo. É uma forma mais eficiente e divertida de aprender. Além disso, por unir tecnologia com objetos reciclados, passamos a ter um olhar mais refinado para o lixo e percebemos que podemos dar novos significados aos resíduos e ainda sermos úteis com a criação de objetos que podem solucionar problemas reais — reflete.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior