Inscrições abertas para o festival de redação do Museu do Amanhã

“E daqui a 50 anos?”. É essa a pergunta que os alunos dos 8º e 9º anos das redes municipal e particular de ensino terão de responder numa redação para participar do festival Cápsula do Amanhã. A iniciativa é uma parceria entre o Museu do Amanhã, as secretarias municipais de Educação e de Governo e a Academia Brasileira de Letras.

As redações terão de ter de 20 a 40 linhas e deverão ser inscritas até o dia 30 de setembro no site www.visaorio500.rio. Os textos serão colocados numa nuvem digital, e as senhas de acesso serão armazenadas numa cápsula do tempo, que será enterrada na área externa do Museu do Amanhã e só será aberta em 2065, quando o Rio completa 500 anos.

– As 100 melhores redações, 50 de escolas públicas e 50 de escolas particulares, serão editadas em um livro, que será lançado em primeiro de março de 2016, aniversário da cidade – conta o secretário de Governo, Pedro Paulo Teixeira.

Transformadas em código, as redações ficarão guardadas na nuvem da EMC, multinacional de tecnologia de informação que é responsável por armazenar todos os livros das bibliotecas do Vaticano digitalizados.

– Na nuvem, a gente vai pegar as 100 redações e listar as palavras que foram usadas, os lugares que foram mencionados, as escolas onde autores estudam, a estrutura gramatical dos textos. A cada dia, vamos acrescentar dados a essas listas, como comentários do Twitter, de frequentadores do Museu do amanhã, para que, daqui a 50 anos, a gente entenda como a linguagem, as ideias e as opiniões foram avançando – explica a cientista chefe da EMC, Karin Breitman

Os textos serão selecionados pelos acadêmicos Evanildo Bechara, Domicio Proença e Arnaldo Niskier.

– No presente, no passado e no futuro, o que prevalece é a linguagem, que é o maior estágio da inteligência humana. É o que projetará o que os jovens pensam e aquilo com o que eles sonham para daqui a 50 anos – observa Bechara, autor da Moderna Gramática Portuguesa.

Aluna do 8º ano da Escola Municipal Ary Barroso, em Cordovil, Fernanda Machado já sabe o que espera do futuro.
– Eu quero que a população consiga ser mais educada. Que os pais eduquem seus filhos para que no futuro não haja problemas como bullying escolar e poluição – afirma a menina de 13 anos.

Colega de Fernanda, Luciano Agnes, de 14 anos, diz torcer contra outro conhecido problema que assola o Brasil:

– Desejo o fim da corrupção.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior