Parecem esculturas feitas pela natureza. Mas, segundo especialistas, os ramos flagrados em árvores ao longo da Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá devem ser podados antes que ameacem a fiação elétrica sobre a qual se alastram. Apesar de representar pouco risco biológico às hospedeiras, a praga popularmente conhecida como erva-de-passarinho pode levar a um curto-circuito e, na pior das hipóteses, a um incêndio.
Típico da Mata Atlântica, o processo desencadeado pelo parasita deixa as plantas debilitadas, mas elas têm mecanismos de defesa para resistir, explica o biólogo Marcello Mello. O risco para o cotidiano urbano, porém, não deve ser subestimado, alerta.
— Este é um processo natural, mas existe, lógico, o perigo de um curto-circuito, e a poda deve ser feita o quanto antes — diz o especialista.
A erva se propaga por meio das fezes de pássaros, que ingerem suas sementes e depois as eliminam nas fezes. Uma vez encontrado o hospedeiro, a praga cria raízes para absorver os nutrientes contidos em sua seiva.
A gestora ambiental Núbia Correa, coordenadora da Comissão de Meio Ambiente de Jacarepaguá, diz que as árvores estão abandonadas pelo poder público:
— Não tem manutenção em lugar algum da cidade, muito menos fiscalização. Se continuar assim, não duvido que um incêndio aconteça uma hora ou outra na Serra.
A Comlurb informa que vai programar para os próximos dias a poda das árvores tomadas pela erva-de-passarinho na Grajaú-Jacarepaguá.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: zecagoncalves / Agência O Globo