Equipes da Espanha combatem o maior incêndio florestal na história recente

“RAUL BARROZO DA MOTTA JUNIOR”

Bombeiros militares seguem combatendo, nesta segunda-feira (27), o maior incêndio florestal da história recente da Espanha, enquanto as chamas avançam por vastas áreas rurais em Sotillo de la Adrara, na região de Ávila, no centro-oeste do país.

Cercados por fumaça densa e chamas em avanço, integrantes da Unidade Militar de Emergência da Espanha trabalharam para conter o fogo, direcionando jatos de água para a vegetação em chamas e protegendo os equipamentos que operavam nas proximidades do incêndio.

Bombeiros estenderam mangueiras ao longo das linhas de fogo e lançaram água sobre os focos de incêndio, enquanto as chamas avançavam em direção a estradas.

Equipes também foram vistas atuando diante de chamas imponentes, ao passo que outras se deslocavam por áreas tomadas pela fumaça para reforçar os esforços de combate ao fogo.

O incêndio devastou mais de 50 mil hectares de áreas rurais em Ávila, tornando-se o maior incêndio florestal da história recente da Espanha, segundo a ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen.

As autoridades informaram que mais de 75 mil pessoas em toda a Espanha foram retiradas de regiões afetadas e outras 30 mil receberam ordens para permanecer em casa.

Na região a oeste de Madri, o fogo avança mais lentamente, mas permanece “ativo e fora de controle”, informaram as autoridades espanholas nesta segunda-feira (27).

O ritmo mais lento de avanço permitiu que as equipes de combate a incêndios atuassem contra as chamas; elas identificaram três frentes, sendo a mais ativa aquela localizada nas colinas ao norte da Represa de San Juan — área que abriga diversas trilhas e pontos de beleza natural.

Cerca de 15 km ao sul desse foco principal, alguns moradores idosos terão permissão para retornar a uma casa de repouso na cidade de San Martín de Valdeiglesias, afirmou a autoridade local Francisco Martín Aguirre, delegado do governo espanhol em Madri.

*Com informações da agência de notícias Reuters

Fonte CNN BRASIL