“Eu costumo dizer que o dia que parar de me emocionar está na hora de parar de trabalhar”. É com essa frase que o suboficial da Aeronáutica Renato Biancardi, morador do Jardim Carioca e diretor de ensino da rede Autêntica do Colégio Curso Progressão, explica a ânsia pelo aprendizado das boas práticas de educação que o levaram a contribuir com a preparação de mais de 40 mil alunos ao logo dos último 22 anos e a viajar todo ano para um país diferente em busca de novos métodos.
— Quando recebo a notícia de que um aluno foi aprovado e vai ingressar na carreira que tanto sonhou, isso mexe comigo cada vez mais, é uma emoção ainda mais forte do que quando comecei — assegura.
Integrante de grupos de educadores de todo o país, Biancardi já tem carimbadas no passaporte viagens a Inglaterra, Chile, Estados Unidos, Finlândia, Portugal e Espanha, todas em busca de novos métodos e tecnologias de ensino. Ele conta que a ideia de buscar países de referência no setor surgiu em 2012. Atualmente, estão sob a direção de Biancardi cinco mil alunos nas cinco unidades do Colégio Curso Progressão espalhadas pelo Rio e na Baixada Fluminense. Na unidade da Ilha são 500.
— Discutimos anualmente, em congressos, práticas de aprendizagem, mas sentimos esse necessidade de conhecer de perto essas práticas. A nossa meta é a ressignificação da consciência de que o brasileiro tem potencial pra ser o melhor do mundo, conhecendo o que há de excelência na área da educação e adaptando para a nossa realidade — conta.
O último destino visitado por Biancardi foi a Finlândia, em outubro, junto com mais 27 educadores. Lá, ele participou de um curso na Universidade de Helsinque, fundada em 1640 e considerada uma das cem melhores do mundo. Além de todo suporte teórico oferecido pela universidade, o grupo visitou escolas finlandesas para entender como se dá o grande êxito de todo o sistema de educação finlandês.
— Essa foi uma das melhores viagens que fizemos porque pudemos conhecer de perto os resultados da transformação que o país teve graças à educação. A autonomia dada ao aluno lá, onde é treinado para ser autônomo desde os 3 anos, é impressionante, assim como a valorização do professor. Atualmente, eles trabalham com uma forma de aprendizagem através da gamificação, que estamos trazendo para cá. Outra área que essa experiência me mostrou ser de grande importância é o desenvolvimento da inteligência emocional dos alunos — lembra Biancardi.
No ano anterior, em 2017, o diretor foi até Nova York, onde teve a oportunidade de apresentar sua instituição para educadores de diversas partes do mundo. Ele diz que em março se reunirá com o grupo que integra para decidir a próxima excursão, prevista para setembro.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação/Rede Autêntica