Em agosto deste ano, Jomar Magalhães, diretor cultural do Country Club Tijuca, decidiu dar mais vida a um casarão que fica dentro da associação. Há cerca de quatro anos, o ator e escritor, usa o lugar para dar aulas de teatro e de dança. Ali, há dois anos, o amigo cantor e compositor Reizilan Cartola Neto (isso mesmo, neto do ilustre mangueirense) ministra cursos de canto e violão.
Sabendo do grande potencial do local, seja de espaço, de acústica ou até mesmo da localização (no final da Rua Uruguai, aos pés do Maciço da Tijuca), Reizilan, morador do Méier, sugeriu ao tijucano Jomar que abrisse também o casarão para o público poder conferir shows e outros tipos de evento. Ele, de pronto, aceitou a ideia. E o primeiro show, no final de agosto, foi feito pelo próprio Cartola Neto, quando este fez o pré-lançamento do seu mais recente disco de samba, intitulado “Muleque rei”. Os dois então decidiram batizar o lugar de Casarão Cultural da Tijuca.
— Esse casarão tem uma acústica maravilhosa e também um ambiente muito ímpar. É um espaço perfeito para shows e eventos, seja para música ou para teatro. Aqui cabem umas 120 pessoas — diz Cartola Neto.
De lá para cá, já houve shows de cantores como Ninah Jo, Jane Duboc, Rose Maia, Tunai, Cláudia Telles e Maria Cláudia. Neste domingo, às 20h30m, já está fechado a apresentação do espetáculo “Entre amigos”, da artista Bernardette Mallet. O valor do ingresso é R$ 25. Dias 10 e 17 de dezembro,às 10h, será encenada a peça “Verso e reverso”, de autoria do próprio Jomar Magalhães.
Magalhães se diz muito feliz com o casarão e aviasa que pretende incrementar ainda mais a programação.
— Ter um parceiro com a vivência do Reizilan fica mais fácil. Pois ele, como cantor há muio tempo na estrada, ajudou a dar visibilidade ao lugar, chamando os artistas e o público. Superou a minha expectativa. Queremos que não só os tijucanos, mas todos os cariocas venham conhecer esse local maravilhoso, desconhecido até mesmo para aquele tipo de tijucano que acha que sabe e conhece tudo da região (risos). Pude perceber muita gente de fora — conta Magalhães.
Os dois estão também querendo colocar no casarão cultural espaços para videoteca, salas de filmagem e de exibição de filmes, além de uma biblioteca.
— Só falta um aval do presidente do clube, mas já está praticamente certo. Queremos que esse local possa ser mais um aparelho cultural para a região. Apresentando não só teatro e música, como também cinema e literatura — finaliza o escritor.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior