O carnaval acabou, mas o período de folia parece ter se estendido na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Na quinta-feira, dia normal de trabalho, O GLOBO bateu à porta dos gabinetes dos deputados, que ficam no prédio anexo ao Palácio Tiradentes, no Centro. Dos 60 visitados, 25 estavam fechados (41%). A reportagem não identificou os outros dez gabinetes, de um total de 70, porque eles não tinham nomes na entrada. Seis parlamentares estão em prisão preventiva, acusados de corrupção. A equipe do jornal percorreu os cinco andares do edifício que abriga as salas onde trabalham as equipes dos deputados.
Também não houve sessão no plenário da Alerj. Procurado, o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), que estava com o seu gabinete aberto, justificou:
— Não teve ordem do dia nesta quinta-feira porque, na última plenária da semana passada (dia 28), nós fizemos duas sessões extraordinárias para poder não ter sessão nesta quinta pós-carnaval.
Mesmo sem sessão plenária, os gabinetes dos deputados deveriam estar funcionando. Os parlamentares das 25 salas que estavam fechadas são de vários partidos: do PSL de Jair Bolsonaro, do PSC do governador Wilson Witzel, do PSOL do deputado federal Marcelo Freixo, do PT do presidente da Alerj e do MDB dos ex-governadores Sérgio Cabral e Pezão. No périplo, o jornal encontrou ontem três deputados nos corredores do Legislativo: Alana Passos (PSL), Max Lemos (MDB) e Renan Ferreirinha (PSB).
A assessoria da Assembleia informou que cabe aos próprios parlamentares determinar os dias que abrem as portas de seus gabinetes e fiscalizar a presença de seus funcionários.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior