Antes de ir para o ponto de ônibus, celular a postos. Desde que descobriu o aplicativo Trafi, o auxiliar administrativo Eduardo Rios transformou a forma de planejar seus deslocamentos. Na tela do smartphone, ele acompanha em tempo real onde estão os veículos de transporte público equipados com GPS. E consegue simular baldeações, comparar tempos de viagem e optar pela melhor alternativa.
Ele é uma das milhares pessoas que, a cada dia, integram-se ao que muitos chamam de “revolução da mobilidade”. Se a tecnologia ajuda a gestão dos serviços do setor por órgãos públicos e empresas, também virou aliada indispensável para quem vai de um lado para o outro nas cidades.
Para além dos aplicativos mais conhecidos, como Waze, Moovit e Google Maps, ou mesmo Uber, 99 e Cabify, abre-se um universo cheio de novidades, muitas delas desenvolvidas por startups. O Trafi, por exemplo, criado na Lituânia e disponível para IOS e Android, chegou ao Brasil em 2015. No Rio, agrega informações, inclusive, sobre atrações turísticas.
Outros Big Brothers dos transportes são das próprias concessionárias que operam o sistema, como o Metrô Fácil, do MetrôRio, e o Aplicativo Oficial da SuperVia.
Já o OpenStreetMap, esse acessado por um navegador de internet, oferece um mapeamento colaborativo da cidade, incluindo suas áreas informais. Além de ruas, estradas e estações dos diferentes modais, estão lá os trajetos das ciclovias, os caminhos de pedestre e até trilhas como as da Floresta da Tijuca .
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Desenvolvida pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a ideia do MoveCidade, disponível no App Store e no Google Play, é incentivar a participação dos usuários na avaliação do transporte coletivo. Nele, é possível dar notas a vários quesitos das linhas de ônibus e de metrô, assim como da conduta dos motoristas. O usuário também pode acessar a avaliação de outros passageiros e, eventualmente, preparar-se para o sufoco ou evitá-lo.
— Há uma crítica ampla à limpeza e manutenção dos ônibus — comenta Rafael Calabria, pesquisador de mobilidade urbana do Idec.
Em breve, segundo Calabria, a base de opiniões do aplicativo será acoplada a outros apps, que mostram o horários dos ônibus (como o Moovit). Outro avanço será a possibilidade de denunciar as más condições de um veículo enviando fotos à plataforma.
Há ainda soluções corporativas, como o Bynd, que empresas podem adotar para facilitar as caronas entre seus funcionários, uma das tendências da nova era dos compartilhamentos. Mais uma iniciativa, recém-criada em São Paulo pela Scipopulis, é o Coletivo Corporativo. A ideia é estimular que os funcionários evitem o uso do carro, pondo dentro de empresas painéis com a localização dos ônibus que estão próximos.
No Rio, outro exemplo é da UFRJ, que desde o ano passado implantou, no campus do Fundão, um sistema de compartilhamento de bicicletas parecido com o do Bike Rio, chamado Integra UFRJ. Desde maio, servidores também podem usar dois carros elétricos compartilhados para deslocamentos dentro da ilha. A partir de agosto, os estudantes habilitados poderão utilizá-los.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior