Friburgo faz parte da única região do estado do Rio que bateu metas de combate à violência em 2017

A sensação de segurança na chamada “Suíça brasileira” é um dos trunfos de Friburgo para atrair turistas e novos moradores. Ocupando a terceira posição no ranking das cidades mais pacíficas do Estado, de acordo com o último Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) — atrás de Teresópolis e Petrópolis —, ela vem sendo procurada há algum tempo por quem foge dos riscos da Região Metropolitana. Segundo os números do governo do estado, a 11º Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), que engloba Friburgo e outros municípios, foi a única que bateu as metas no primeiro semestre de 2017, entre todos os batalhões da PM e delegacias. Na segunda metade daquele ano, ficou em primeiro lugar de novo, ao lado de outras três Aisps.

— A motivação do policial militar é uma busca constante, diante das dificuldades. As metas geram premiações, e eles se sentem prestigiados. Buscamos um trabalho de excelência para ter um diferencial, e toda a população sai ganhando — diz o comandante Eduardo Castelano, do 11ºBPM, que, além de Friburgo, cobre Bom Jardim, Duas Barras, Cordeiro, Cantagalo, Trajano de Moraes, Macuco e Santa Maria Madalena.

Parceria faz a força

Para ele, 80% dos resultados que reforçam a qualidade de vida em Nova Friburgo têm interferência direta da segurança pública.

— Isso é fruto do trabalho sério feito pelos órgãos que têm relação com a segurança. As pessoas que estão à frente deles são comprometidas com a terra. Mais de 90% dos integrantes das forças são residentes da região, têm o sentimento de pertencimento. E o amor à cidade é forte na população — diz Castelano, que há 21 anos pediu para trabalhar na cidade e, depois, virou morador.

O prefeito Renato Bravo (PP) também aponta a integração entre os órgãos como fator determinante para o trabalho na área:

— A questão da segurança é muito importante em qualquer cidade, estado e país. Apesar de não ser uma responsabilidade do município, atuamos com o governo estadual, a PM e a Polícia Civil e com a nossa Guarda Municipal, porque queremos qualidade de vida. É lógico que temos dificuldades, mas acho que mesmo neste momento (de crise) vivemos uma situação especial porque temos profissionais comprometidos com o desenvolvimento de um trabalho de qualidade.

Uma preocupação constante é conter o tráfico de drogas na região, segundo o comandante do 11º BPM:

— Percebemos uma insistência nesse comércio ilegal e temos feito aprieensões e prisões na cidade. Prendemos 39 traficantes numa operação, e eles tinham ligação com o tráfico da Região Metropolitana. Estamos muito atentos a isso, buscando cortar esse vínculo.

Moradores e turistas

O cuidado com a segurança atrai novos moradores para a cidade, como a jornalista Bruna Hess de Mello Lopes, da Associação Comercial Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Acianf), que trocou o Rio pela cidade, depois de uma temporada em Paraty:

— Os filhos pequenos foram determinantes na decisão de mudar, o que aconteceu há três anos. Hoje estou separada, mas criei raízes. Eu me apaixonei por Friburgo e decidi ficar. As crianças amam a cidade de paixão. De jeito nenhum volto para o Rio. Foi a decisão mais acertada que tomei.

Os turistas também levam em conta a segurança, antes de viajar para a cidade. Segundo os diretores do Nova Friburgo Convention & Visitors Bureau, hoje, mais do nunca, o turista também tem como objetivo estar num lugar mais seguro. As opções de gastronomia e de destinos com segurança são as primeiras dicas pedidas em hotéis e pousadas.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior