Desde o início do ano letivo, os alunos da unidade Barra IV da Cultura Inglesa, localizada na Estrada Coronel Pedro Corrêa, podem realizar experiências imersivas em diversos pontos do mundo. Em uma sala montada em parceria com o Google for Education, ramo de ensino da gigante do setor tecnológico, os estudantes têm à sua disposição óculos especiais com os quais embarcam em viagens para museus de diferentes países utilizando ferramentas de realidade aumentada.
— Esta experiência é muito enriquecedora culturalmente. Os alunos também têm acesso a ferramentas para produzir seus próprios vídeos e projetá-los no videowall, nosso quadro interativo. A tecnologia é uma inovação que prepara o estudante para se desenvolver — afirma Maria Eugência Sanson, diretora acadêmica da Cultura Inglesa.
A sala high tech é apenas uma das iniciativas do “Act global”, conjunto de metodologias cujo objetivo é inserir os alunos no contexto da comunicação no mundo contemporâneo. Entre as atividades realizadas em todas as unidades da Cultura estão as conversas, via Skype, com falantes de inglês. Os cenários e personagens são os mais variados. Já houve videoconferências com guardas florestais do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos; veteranos de guerra; estudantes da Universidade de Harvard; e empresários iranianos.
— Uma vez os alunos conversaram com uma muçulmana. Eles estudaram bastante sobre a religião para não cometer qualquer indelicadeza. Pesquisaram se era preciso se vestir de outra maneira e ainda que tipo de pergunta poderiam fazer — conta Maria Eugênia. — Essas são interações reais, em que o inglês é usado para comunicação. Eles se esquecem de que estão em sala de aula; estão ali para se comunicar e interagir com outras pessoas.
Aluna da unidade Barra I da Cultura Inglesa (Avenida Érico Veríssimo 780) há quatro anos, Ana Júlia Bezamat, de 15 anos, acredita que o encontro com falantes da língua inglesa é essencial para tirar alguns tabus.
— Sempre imaginei que o contato de estrangeiros com brasileiros em outros países fosse uma coisa super fria. Mas descobri que não. Há sempre pessoas calorosas e dispostas a recepcionar muito bem todos — revela Ana Júlia, que realizou uma videoconferência com uma brasileira que vive há 30 anos no Texas, nos Estados Unidos.
A instituição também fechou uma parceria com a International Education and Resource Network (iEarn), rede de cooperação internacional entre estudantes. Seus alunos participam do projeto Facing Challenges, por meio do qual há debates sobre como é ser adolescente em diferentes cidades do mundo.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação/Cultura Inglesa