Margarida estava ansiosa, mas nesta quinta-feira, finalmente, conheceu seus dois pretendentes: Donald e Gastão. Os personagens saíram das histórias em quadrinho e dos desenhos animados da Disney para batizar três tubarões da espécie mangona (Carcharias taurus) que vivem nesta sexta-feira a expectativa de uma história de amor dentro do Aquário Marinho do Rio (AquaRio), inaugurado no ano passado, na Zona Portuária.
Margarida já alegra os visitantes do aquário desde sua inauguração. Já os dois machos chegaram nesta quinta-feira, de avião, dos Estados Unidos, com uma missão nada fácil: fazer uma reprodução em cativeiro. Especialista em tubarões e diretor-executivo do AquaRio, o biólogo marinho Marcelo Szpilman afirma que, se a reprodução ocorrer, será algo inédito no mundo.
– Se a gente conseguir, vai ser a primeira reprodução em cativeiro no mundo – afirma Szpilman, com esperança. – Alguns aquários têm mangonas machos e fêmeas, mas não conseguiram fazer a reprodução. Para reproduzir, os animais têm que estar num ambiente tranquilo, confortável e bem alimentados. Nunca se sabe se o ambiente está perfeito. Ou simplesmente pode ser mesmo impossível. Há animais que não se reproduzem em cativeiro. Vamos saber isso agora, fazer esta pesquisa – explicou.
A mangona é uma espécie ameaçada de extinção por ter sido muito capturada nos últimos anos. E um dos motivos é sua carne ser uma das mais macias e saborosas dentre os cações. O tempo de gestação dura nove meses. Por ninhada, podem nascer um ou dois filhotes, que já nascem com um metro de comprimento, aumentando sua chance de sobrevivência no mundo animal.
Segundo Szpilman, Margarida, trazida do Aquário de Ubatuba (SP), já entrou na idade de reprodução. Para ele, tanto faz quem será o pai:
– Se ela quiser, poderá cruzar com os dois, já que, no mundo deles, não há qualquer problema relacionado à fidelidade – brincou.
Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior