A renovação dos batalhões da Polícia Militar, anunciada no início do ano, ganhou forma em três modelos que seguem o conceito do policiamento de proximidade. Sem muros, verticalizado e com fachadas envidraçadas, as novas unidades ajudarão a otimizar o trabalho da PM, mantendo mais policiais nas ruas, em contato direto com a população. Pelo cronograma, as obras devem começar no ano que vem.
De acordo com o governo, o batalhão de Botafogo será o primeiro a ser reformado, mas a previsão é que todos os demais passem pela transformação até 2018.
INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA
Além da renovação física, os quartéis mudarão de nome. Em vez de Batalhões de Polícia Militar (BPMs), passarão a ser chamados de Batalhões de Polícia de Proximidade (BPPs). Para atender às demandas de diferentes regiões do Rio, os arquitetos da Empresa de Obras Públicas (Emop) desenvolveram três modelos: um para os quartéis de Botafogo (2º BPM) e da Tijuca (6º BPM), outro para os demais batalhões da Região Metropolitana do Rio e um terceiro voltado para o interior do estado.
Para implementar o projeto, o governador Luiz Fernando Pezão disse que vai recorrer a parcerias público-privadas (PPPs). Ele informou que a verticalização dos prédios também vai permitir que a área remanescente do terreno dos batalhões seja negociada no mercado. A ideia é que sejam construídas moradias para servidores, principalmente policiais militares. Os empreendimentos poderão fazer parte do programa Minha Casa, Minha Vida, desenvolvido pelo governo federal em parceria com o estado.
O coronel Robson Rodrigues, chefe do Estado-Maior da PM, ressalta que a mudança na estrutura também virá acompanhada de investimentos em tecnologia e gestão de recursos. Segundo ele, as Companhias Integradas de Polícia de Proximidade (CIPPs) darão apoio aos batalhões. A primeira CIPP foi inaugurada em fevereiro, na Praça Verdun, no Grajaú. A previsão é que as próximas sejam instaladas na Praça Saens Peña e na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca.
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– A proposta é ser um batalhão leve e administrativamente moderno, trazendo as boas práticas das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Vamos terceirizar ao máximo as atividades para liberar os policiais. Tudo isso visando à diminuição dos indicadores de criminalidade e ao aumento da credibilidade da população na polícia. Vai ser um programa bem parecido com o da Delegacia Legal. Hoje, a Polícia Civil é completamente diferente – afirmou o coronel, lembrando o programa que modernizou as delegacias da cidade a partir de 1999.
Como parte do terreno do batalhão de Botafogo já foi vendida a uma construtora por R$ 39 milhões, em maio de 2013, não será possível erguer os condomínios para os servidores. No local, estão sendo construídos dois edifícios residenciais, e, desde o dia 31 de março, o 2º BPM está funcionando temporariamente em um prédio cedido pela concessionária Metrô Rio, na Rua Álvaro Ramos, em Botafogo.
Por meio de nota, a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis) informou que, no momento, realiza um levantamento detalhado sobre os gabaritos das áreas onde os quartéis funcionam e analisa os procedimentos legais necessários para liberar as unidades para as negociações. Segundo a Sedeis, a análise será feita até o fim deste ano. Já as ofertas para as empresas interessadas pelo projeto serão realizadas gradualmente até 2018.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul MOtta JUnior