Prêmio Água na Boca vira símbolo de reconhecimento para restaurantes

O Prêmio Água na Boca foi criado em 1994 e se transformou em objeto de desejo para boa parte dos donos de restaurantes da cidade. Mas apenas um seleto grupo conseguiu receber os votos da maioria dos jurados e conquistar o quadro dos vencedores para pendurar em suas paredes. Na Zona Sul, algumas casas tornaram-se figuras recorrente entre os campeões. Um deles é o Antiquarius, que foi eleito 14 vezes o melhor restaurante da região. O estabelecimento ainda venceu três anos consecutivos na categoria Doces.

Aberto em 1977, o Antiquarius veio para o Brasil junto com o português Carlos Perico, morto em junho do ano passado devido a uma insuficiência cardíaca. Ele deu à casa, localizada no Leblon, a mesma cara da loja de antiguidades que mantinha em Portugal.

Outra casa popular na premiação é o Celeiro, no mesmo bairro, eleito 11 vezes o melhor quilo/bufê da Zona Sul. A vitória mais recente foi na edição deste ano, ocorrida em maio. Assim como os Jornais de Bairro, a casa acaba de completar 35 anos (o aniversário foi no dia 20 de julho). Especializado em saladas, o Celeiro foi aberto em 1982 pela matriarca Maria Rosa Lacombe Herz e desde então aposta em ingredientes naturais para conquistar a clientela, cada vez mais ávida por produtos da estação e opções veganas. Hoje, são as filhas de Maria Rosa, Beatriz e Lúcia, que estão à frente do restaurante.

— O legal de ganhar o prêmio tantas vezes é que os jurados são sempre diferentes. Então, sabemos que agradamos a várias pessoas. Não foi sorte — comenta Beatriz.

EQUIPE MOTIVADAS

O Gero ganhou uma filial carioca em 2002 e, de lá para cá, já faturou cinco vezes o posto de melhor italiano da Zona Sul no Prêmio Água na Boca. Pães, sorvetes e massas artesanais preparadas no momento do pedido do cliente estão entre os segredos do sucesso do estabelecimento, que está entre os prediletos dos jurados da premiação.

No Rio, o Gero é comandado diretamente pelo maître-gerente Atagerdes Alves, braço direito do empresário Rogério Fasano, que está à frente do negócio.

— Ficamos sempre muito felizes em receber o Prêmio Água na Boca. Significa que estamos cumprindo nosso objetivo em excelência. A família Gero se sente muito motivada — afirma Alves.

Já o Olympe levou, na edição deste ano, o prêmio Água na Boca na categoria Francês pela 11ª vez. Comandado agora unicamente pelo chef Thomas Troisgros — desde que Claude Troisgros, seu pai, retirou-se da cozinha para gerir os negócios do grupo da família —, o restaurante, com uma estrela no Guia Michelin e eleito um dos 50 melhores da América Latina pela revista britânica “Restaurant”, entrou este ano no ranking da mesma publicação como um dos cem melhores do mundo.

— É realmente gratificante fazer parte deste prêmio, que é um dos mais importantes da cidade. Para o Olympe, é uma honra estar por 11 anos entre os melhores restaurantes da Zona Sul — comenta Thomas.

Já na categoria Carnes, uma casa que é figurinha recorrente como vencedora é a Esplanada Grill, em Ipanema. Inaugurada em 1988, ela foi uma das primeiras grifes da gastronomia de São Paulo a abrir filial no Rio de Janeiro.

Assim como os administradores dos outros restaurantes vencedores, o gestor da casa, Roger Magalhães, acredita que o prêmio é um verdadeiro reconhecimento da qualidade do atendimento e da comida da Esplanada Grill.

— Esses destaques são a certeza de que estamos trilhando um caminho certo ao longo desses quase 30 anos de existência. O sucesso é um trabalho de equipe que começa na administração, passando pelo ponto perfeito dos cortes na cozinha, o serviço intimista no salão até as sugestões de vinhos do nosso sommelier. Criamos um padrão de qualidade Esplanada Grill que, ano a ano, tentamos encontrar melhorar — comenta Roger.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Felipe Hanower/07-08-2012