No Dia Mundial Sem Carro, cariocas provam que adotaram a bicicleta como meio de transporte

Ipanema, 11h30m desta terça. Bicicletário da Rua Visconde de Pirajá, esquina com a Rua Farme de Amoedo: lotado. Bicicletário da Praça General Osório: lotado. Bicicletário da Rua Jangadeiros: lotado. Num breve passeio pelo bairro no Dia Mundial Sem Carro, foi possível perceber que muitos cariocas adotaram a bicicleta como meio de transporte. Gente como o engenheiro Luis Guilherme Monteiro, que quase não tira o carro da garagem.

– Uso a bicicleta para tudo: ir ao mercado, à academia, ao trabalho, levar os filhos na escola… Prefiro porque posso pará-la em qualquer lugar, não pego trânsito e ainda faço exercício – afirma Monteiro.

A arquiteta Alessandra Bogossian é de São Paulo, mas, há dois anos morando no Rio, já está se sentindo uma carioca no estilo de se transportar:

– Eu resisti por muito tempo. Mas, convivendo com a cidade, fui vendo que é tudo de bom. Agora, me locomovendo de bicicleta, me sinto uma carioca de vez.

Outro paulista que se rendeu à “carioquice” no quesito locomoção foi o editor de vídeo Eduardo Parra. Há um ano, o rapaz, que mora em Botafogo, trocou o volante do carro pelo guidom da bike: só vai para a produtora onde trabalha, na Gávea, pedalando.

– De carro, gastava até uma hora preso em engarrafamentos. De bicicleta, faço o percurso em 25 minutos – compara Eduardo.

Um dos sócios do projeto “Respeite um carro a menos”, que, em quatro anos, comercializou 15 mil placas que estimulam o uso da bike, o músico Carlos Sales diz que, no último ano, as vendas aumentaram em 20%.

– As pessoas estão ficando mais conscientes de que substituir o automóvel é bom para o planeta, para o trânsito da cidade e um ganho em qualidade de vida – observa Sales.

No Dia Mundial Sem Carro, a prefeitura fechou o acesso ao seu estacionamento, um incentivo ao uso do transporte público e da bicicleta. No Cosme Velho, cerca de 40 ciclistas fizeram uma pedalada para inaugurar a ciclofaixa que liga o bairro a Botafogo.

O Rio tem hoje 400 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. E o subsecretário de Meio Ambiente, Altamirando Moraes, planeja chegar a 450 quilômetros até o final do ano que vem:

– Serão mais quatro quilômetros com a da Niemeyer, que deve ficar pronta em novembro, mais cinco com a do Elevado do Joá e sete com a que ligará Vargem Grande ao Recreio, ambas previstas para o primeiro semestre do ano que vem. E também quero fazer a ligação da Tijuca e da Leopoldina ao Centro.

Fonte: O GLobo
Foto: Picasa / Divulgação
Postado por: Raul Motta Junior