Há um ano, Conceição Alves passou por momentos de aflição quando seu marido sofreu um princípio de infarto. Na ausência de postos públicos no Recreio, a solução foi levá-lo a um hospital particular. Apesar do desfecho positivo, o episódio, para ela, serviu para confirmar que faltam opções de atendimento de emergência no bairro, o que deixa os moradores vulneráveis. A constatação se tornou combustível para mobilização, e hoje a diretora do Grupo Recreio, nascido no Facebook, organiza um abaixo-assinado que já tem mais de 1.200 nomes pela construção de uma UPA no bairro.
– Enquanto meu marido esperava atendimento, percebi como nossa situação é grave. Temos apenas um posto de saúde, no Terreirão – lamenta Conceição.
Atualmente, as opções disponíveis para atendimento emergencial mais próximas são a Coordenação de Emergência Regional e o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra. O acesso a estes, entretanto, pode ser dificultado pelo tráfego intenso típico da região. Conceição diz que existem terrenos públicos que poderiam ser usados para uma UPA no Recreio:
– Precisamos nos mobilizar para deixar clara a necessidade do projeto. Pela internet já alcançamos muitas assinaturas. Agora vamos focar nas campanhas na orla e em praças.
O objetivo é entregar o abaixo-assinado às secretarias de saúde do estado e do município. Questionado, o órgão estadual respondeu que o secretário Felipe Peixoto está à disposição para conversar com os moradores. Já o municipal informou que haverá uma clínica da família no Recreio até o fim de 2016.
Fonte: O Globo
Foto: Marcos Tristao / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta Junior