Moradores de São Conrado acreditam que até o fim de outubro o impasse quanto à remoção do ponto final de ônibus que está na Avenida Niemeyer, perto do Hotel Nacional, será resolvido. De acordo com o presidente da Associação de Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco), José Britz, a Secretaria municipal de Transporte planeja levá-lo para a Rua Amandino de Carvalho, perto da praia.
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O problema, para os moradores, é antigo e só muda de endereço. Há três anos eles se queixavam do barulho dos ônibus e da algazarra feita pelos motoristas, que ficavam na Avenida Aquarela Brasil. Depois de reclamações e de uma ação na Justiça, este ano, pouco antes da Olimpíada, o ponto final foi transferido para a Niemeyer, o que também desagrada aos vizinhos.
— Quando houve a mudança, transferiram dois troncais para a Niemeyer. Já retiraram um, que ficava em frente ao prédio 925, e o levaram para um terminal em frente à churrascaria Oásis. Agora só deixaram este em frente ao Hotel Nacional, mas, até o fim de outubro, o (Alexandre) Sansão (de Transportes) me garantiu que ele não estará mais lá. Afinal, é uma excrescência botar aquela bagunça em frente a um ícone da cidade — afirma Britz.
A intenção de deslocar o terminal para a Rua Amandino de Carvalho, segundo o presidente da Amasco, é deixá-lo longe de áreas residenciais. De acordo com ele, moradores reclamam do barulho causado pelos ônibus e do comportamento de motoristas, cobradores e fiscais.
— Ninguém é contra o ponto de ônibus. O problema é a nossa cultura da bagunça. Ali virou banheiro, está cheio de comida e ainda tem a troca de turno durante a madrugada, que acaba com o silêncio do bairro — afirma.
Do outro lado, funcionários das empresas de ônibus se defendem, dizendo que não causam o tumulto que lhes é atribuído. Alguns conversaram com a equipe do GLOBO-Barra e afirmaram que se sentem constrangidos e, em alguns casos, com medo.
— Já teve uma funcionária ameaçada de morte às 11h da noite. Eles já viraram nosso banheiro (uma cabine móvel) e sempre nos fazem ameaças. Depois dizem que nós é que somos favelados — diz um funcionário. — O ponto não atrapalha; pelo contrário, ajuda a manter a segurança nesta área.
Além da mudança do ponto de ônibus, a Amasco cobra da prefeitura outra promessa: a de reinstalar os três quebra-molas retirados da Estrada da Gávea, para as disputas de ciclismo na Rio 2016. Um deles ficava próximo à Escola Carolina Patrício, e Britz frisa que a estrutura é útil para reduzir a velocidade dos carros perto da passarela por onde as crianças atravessam a Autoestrada Lagoa-Barra:
— Já tinham retirado os quebra-molas para o evento-teste e os recolocaram. Desta vez, disseram que ele seria reinstalado depois da Olimpíada.
A Secretaria municipal de Transportes confirma que o ponto será transferido para a Rua Armandino de Carvalho até o fim do mês. Já a Secretaria de Conservação informa que a reinstalação dos quebra-molas será inserida na programação da pasta.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Agência O Globo / Analice Paron