Do alto de seu 1,93m, Marco Almeida precisa resolver problemas bem maiores que a sua altura. Marcão, apelido óbvio pelo porte físico, chegou a se aventurar por vôlei, remo e lutas na juventude, mas se formou em Administração. Depois de anos atuando no setor privado, e de uma passagem pela Secretaria municipal de Esporte e Lazer, em 2015, no projeto Rio em Forma Olímpico, ele assumiu, em abril, o cargo de administrador regional do Recreio e das Vargens. É o segundo a ocupar a função desde a recriação do posto, no ano passado, e tem esperança de se manter no cargo após a eleição do novo prefeito. Morador da Barra e com 47 anos, Marcão se define como um síndico e recebe diariamente pessoas em sua sala, no Centro Esportivo Valdir Pereira, além de responder solicitações no Facebook.
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Qual a importância do cargo de administrador regional do Recreio e Vargens?
Presto uma assessoria aos bairros. Sou como um síndico do Recreio, um apoio à população. Faço um elo com os prestadores de serviços, como Comlurb e Rioluz. Ajudo em qualquer problema. Desde buracos a coisas mais sérios, mas atuo principalmente em situações pontuais.
Quais os desafios da região?
As principais reclamações dos moradores são em relação à segurança. Temos bom contato com o 31º BPM (Recreio), o que ajuda nestes casos. E também com a Secretaria de Desenvolvimento Social, com quem fazemos recolhimento de população de rua, que é um problema sério, porque normalmente as pessoas não querem ficar em abrigos e voltam para as ruas. Antes da Olimpíada, fizemos um trabalho grande na área da Praça do Pontal. Há também muitas questões de asfaltamento, iluminação e esgoto.
Você assumiu em abril e pode nem estar aqui ano que vem, por causa das eleições. Como lidar com isso?
Nem penso muito na questão da eleição; se eu vou continuar ou não. Meu trabalho é muito imediato, penso em ajudar as pessoas no momento, independentemente do futuro político. Mas também dá para fazer projetos a longo prazo. Por exemplo, pedi às secretarias competentes a construção de duas pontes, uma no Canal das Taxas e outra no Terreirão. Estão analisando.
Como foi o trabalho na Olimpíada?
Teve aquele medo inicial, mas fluiu. Quando viram que não era aquele bicho de sete cabeças, os moradores aceitaram bem. Durante o evento, houve menos reclamações que antes. Principalmente em relação à locomoção. O impacto foi menor do que eu imaginava. Houve apresentações em condomínios sobre as restrições no trânsito; a comunicação foi bem-feita.
A região ganhou com os Jogos?
A Olimpíada deixou um legado físico, com vias novas e BRTs. E também um legado imaterial e social, dando a alguns esportes uma visibilidade que eles não tinham. A criançada viu que não precisa ficar só no futebol. O Rio em Forma Olímpico praticamente duplicou o número de alunos. A procura pelo tiro com arco, por exemplo, cresceu muito.
Fonte: O GLobo
Foto: analice paron
Postado por: Raul Motta Junior