Velhos conhecidos do brasileiro, pratos como os tradicionais pão de queijo, pipoca e frutas da estação ganham novos sabores e texturas no Baixo Suíça, casa olímpica do país no Rio. Inaugurado ontem no campo de beisebol da Lagoa, próximo ao Corte de Cantagalo, o espaço traz um toque suíço aos pratos brasileiros. Seja pelo queijo Gruyère ou pelo chocolate suíço, o fato é que a mistura une o melhor das duas culturas no local, que recebeu pelo menos pessoas 2.500 pessoas em sua abertura.
Segundo a Coordenadora do Baixo Suíça, Christina Gläser, a comunhão entre os pratos reflete a proposta da casa.
— Fizemos uma sinergia entre as cozinhas brasileira e suíça. O chef é suíço, mas sua equipe é brasileira, e os ingredientes são daqui também. Adaptamos também pratos tipicamente suíços, como a batata rösti, que originalmente, seria servida com vitela, mas será acompanhada da deliciosa carne brasileira. A ideia é misturar sabores — explica.
Além dos pratos, o cardápio conta com o típico churrasco suíço feito no firering, uma espécie de fogueira em um círculo, além de sanduíches vegetarianos e um food truck.
— Queremos mostrar uma nova face da Suíça. Temos muito mais que queijo e salsicha. Por isso, estamos trazendo tanto as comidas tradicionais como outras menos conhecidas, e com diferentes acompanhamentos. Com o toque brasileiro, temos uma ótima combinação. É uma oportunidade de aprendermos uns com os outros — afirma o chef suíço Chris Züger.
RINQUE DE PATINAÇÃO: SUCESSO ENTRE CRIANÇAS
Crianças se divertem com bola de neve no Baixo Suíça – Márcia Foletto / O Globo
Ansiosos, desde cedo visitantes aguardavam em pé a abertura do local, o que ocorreu às 11h. Sem hesitar, as crianças correram, mas com destino certo: o rinque de patinação de gelo que, apesar do nome, não tem gelo de verdade. A pista é feita de uma tecnologia que produz o efeito necessário para que patins de gelo deslizem na superfície, não tem água, nem precisa de energia elétrica. Logo após o início da abertura, a fila já contornava o rinque, que tem capacidade para 50 pessoas.
Com três casas, a estrutura tem 4.100 metros e conta ainda com uma pista de corrida com um photochart, que permite que o visitante leve uma fotografia feita pelo equipamento no exato momento em que cruza a linha de chegada, uma cabine giratória de teleférico, um trem tipicamente suíço, cordas de slackline e até um globo de neve gigante, além de um ateliê de chocolate.
Se, para o pequeno Mateus, de 7 anos, a patinação no “gelo” foi o mais divertido, para o irmão Lucas, de 4, a “neve” preferida foi a do isopor do globo.
— Não gostei de patinar. Quero é voltar para pular na neve — exige.
A casa do país referência dos melhores chocolates do mundo, abriga, ainda, uma exposição sobre os 150 anos da Nestlé, com histórias sobre os produtos da marca, além de apresentações musicais e um telão para exibição das competições olímpicas. A casa vai funcionar todos os dias das 11h às 23h.
— Mais do que uma casa, essa é a Vila Suíça. Nas Olimpíadas, sempre há dois Jogos: dos atletas e o do público. Por isso, assim como temos a Vila dos Atletas, queria uma vila para as pessoas. E, assim como em uma vila, montamos uma praça no centro, com espaços para alimentação e espaços destinados à prática de esportes mais ao canto. A ideia não é apenas mostrar o país, mas permitir que as pessoas possam experimentar a Suíça — explica Nicolas Bideau, embaixador da Presença Suíça.
Fonte: O Globo
Foto: Márcia Foletto / O Globo
Postado por: Raul Motta Junior