No ano de 2014, Fátima Priscila Morela Edra, engenheira e professora de transportes do curso de Turismo e Hotelaria da UFF, começou a trabalhar o plano de requalificação urbana da prefeitura de Niterói em sala de aula para que seus alunos refletissem sobre o transporte e seus efeitos no turismo. No ano passado, os estudos se transformaram no projeto Pedal UFF-tur, que mapeia as rotas cicloturísticas da cidade. Hoje, já há até parcerias firmadas com grupos de ciclistas, universidades e com o poder público para facilitar as análises e pesquisas de campo. Uma delas é com a Neltur: o Niterói Bike Tour promove todo mês um passeio guiado de bicicleta pela cidade, com duração de duas horas e meia, do qual participam cerca de 50 pessoas. O objetivo é testar as rotas que o grupo acredita serem viáveis. As inscrições são feitas no site da Neltur.
— O clicloturismo é uma realidade em outros lugares do mundo, pois traz benefícios turísticos e econômicos. Nossa expectativa é que, a longo prazo, Niterói se transforme em um hub, uma espécie de ponto por onde as pessoas passam antes de ir para o seu destino final — analisa a professora.
O Pedal UFF-tur é formado por um grupo que reúne cinco estudantes do curso de Turismo e Hotelaria da UFF, dois alunos da UFRJ e estagiários da prefeitura. Juntos, eles já mapearam todas as rotas cicloturísticas existentes em Niterói e desenvolveram quatro caminhos que contemplam toda a cidade.
— Acredito que até junho nosso trabalho estará consolidado para que a cidade possa ser incluída no programa Passaporte Verde, que especifica quais são as rotas ciclísticas no Brasil — explica Fátima Priscila.
Em um ano, o projeto já identificou que as ciclovias da cidade precisam passar por adequações para receber visitantes. Por isso, foi feito um relatório técnico que aponta as modificações que precisam ser implementadas e as adequações que precisam ser realizadas. Também foi elaborado um material que identifica as necessidades dos turistas que ainda não são encontradas na cidade.
— Niterói é uma cidade “ciclável”, mas falta sinalização. A cidade ainda carece de lojas de manutenção para bicicletas e locais para encher pneus, entre outras coisas— diz a docente.
Fonte: O Globo
Foto: Hermes de Paula
Postado por: Raul Motta Junior