Terremotos na Venezuela: ONGs alertam para recuperação após resgates

“RAUL BARROZO DA MOTTA JUNIOR”

Enquanto equipes de resgate continuam a vasculhar os escombros em busca de milhares de moradores desaparecidos, outras equipes de assistência voltam sua atenção para as necessidades de longo prazo da Venezuela após os terremotos.

“Também precisamos focar nas pessoas que perderam suas casas e estão indo para abrigos”, disse Beatriz Ochoa, chefe regional de defesa de direitos do Conselho Norueguês para Refugiados, à CNN.

Após visitar as áreas afetadas nesta segunda-feira (29), Ochoa disse que há um “grande apoio” de vizinhos, familiares e amigos, que estão levando refeições quentes para quem precisa. No entanto, o acesso a banheiros, chuveiros e suprimentos básicos é limitado.

Ela enfatizou a necessidade de locais mais seguros para dormir, além de alimentos, água, colchões, medicamentos e itens de higiene.

“As pessoas também precisam de privacidade”, disse Ochoa. “Nas próximas semanas e meses, as pessoas precisam ter acesso seguro e digno a água, instalações sanitárias, absorventes higiênicos para mulheres e meninas e assistência à saúde”, continuou ela.

E, embora as escolas estejam sendo usadas como abrigo de emergência, ela ressaltou que isso deve ser temporário, para permitir que as crianças retornem às aulas e recuperem a sensação de normalidade.

Devastação na Venezuela

Equipes de resgate correram contra o tempo no domingo (28) para encontrar mais sobreviventes dos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana; sinais de vida traziam um alívio momentâneo a uma busca sombria para reduzir a lista de dezenas de milhares de desaparecidos.

O número de mortos decorrente dos dois abalos de quarta-feira (24) chegou a 1.450 pessoas, à medida que equipes de resgate estrangeiras chegavam em massa a La Guaira, o estado mais atingido de um país há muito tempo mergulhado em uma profunda crise política e econômica.

Segundo, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que 3.150 pessoas permaneciam feridas, 12.721 estavam desalojadas e 774 edifícios haviam desabado.

Famílias e voluntários passaram dias retirando sobreviventes e corpos dos escombros antes da chegada de mais de 2.600 socorristas estrangeiros, frequentemente queixando-se da escassez de equipamentos pesados ​​e da presença oficial limitada, enquanto centenas de réplicas sísmicas agravavam os danos e mantinham os moradores em estado de tensão.

Fonte CNN BRASIL