“RAUL BARROZO DA MOTTA JUNIOR”
Enquanto os líderes mundiais se reúnem na Cúpula do G7 nesta terça-feira (16), espera-se que a guerra com o Irã domine as discussões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, queria entrar na cúpula das principais nações industrializadas em uma posição de força e com um acordo em mãos, segundo fontes.
E após meses de conflito e negociações que geraram imenso ceticismo entre os demais líderes do G7, ele finalmente conseguirá isso — embora ainda existam dúvidas significativas sobre os detalhes do acordo e até que ponto cada lado o cumprirá.
Os líderes do grupo foram forçados a lidar com o aumento dos preços da energia devido ao prolongado fechamento do Estreito de Ormuz.
Nos últimos meses, Trump criticou duramente quase todos eles por sua relutância em ajudar a patrulhar a importante via navegável, criando um clima tenso para o encontro desta semana.
Antes da cúpula, autoridades de quatro dos países do G7 afirmaram que a forma de avançar no Oriente Médio — mesmo com um acordo em vigor — certamente seria tema de intensos debates a portas fechadas no Hotel Royal Belle Époque, em Évian-les-Bains, cidade na França onde acontece o evento deste ano.
Nesta terça-feira (16), os líderes de três países árabes — Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos — também participarão das negociações, a convite do presidente francês Emmanuel Macron, para ajudar a direcionar as questões complexas que afetam a região.
Trump também se reunirá individualmente com cada um deles.