Soja reage negativamente ao acordo em Irã e EUA

“RAUL BARROZO DA MOTTA JUNIOR”

O mercado da soja é o primeiro, entre as commodities, a precificar o fim do conflito no Oriente Médio.

No domingo o presidente Donald Trump anunciou que um entendimento foi alcançado e que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz será encerrado. O Irã confirmou que o texto do memorando foi finalizado e que as operações militares em todas as frentes serão encerradas de forma imediata e permanente. A liberação do Estreito de Ormuz deve ser feita na próxima sexta-feira, dia 19, condicionada à assinatura do acordo entre os dois países.

O anúncio refletiu imediatamente nos preços do petróleo. Na manhã desta segunda-feira (15) o barril do tipo Brent apresentava queda de quase 5% negociado a US$ 83. E o barril do WTI era negociado a US$ 80, com queda de 5,30%.

SOJA

Seguindo esse movimento o contrato do óleo de soja, na Bolsa de Chicago, abriu operando em forte queda. Chegou a perder 2% e recuperou um pouco ao longo da manhã, mas ainda no viés negativo.

O movimento negativo da soja em grão foi mais contido, com recuo de 0,43% a US$ 11,08 o bushel.

Entre os produtos do complexo soja apenas o farelo operava no positivo esta manhã, com 0,43% de alta para contrato de julho.

MILHO

O contrato do milho também opera em queda nesta segunda na Bolsa de Chicago. Contrato de julho abriu em queda de 1,15%.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos de Economia Aplicada) o movimento negativo se deve ao início da colheita do milho safrinha em algumas regiões do Brasil, a estimativa de maior oferta nas próximas semanas além da previsão do USDA que aponta para uma maior produção global. O mercado tem se mantido fora das compras à espera de novas quedas nas cotações.

Fonte CNN BRASIL