PF: primo de Vorcaro fugiu em carro de golfe antes de operação em janeiro

A PF (Polícia Federal) apontou, em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fugiu em um carrinho de golfe antes da chegada de agentes da corporação policial realizarem a segunda fase da operação Compliance Zero, em 14 de janeiro de 2026.

Na ocasião, Felipe foi visto pelas câmeras de segurança saindo de sua casa, em Trancoso (BA).

Cançado Vorcaro foi preso nesta quinta-feira (7), alvo de nova fase da operação Compliance Zero. Ele é apontado pela PF como operador financeiro de Vorcaro, responsável pela ponte entre decisões estratégicas e execução material das movimentações financeiras e societárias.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também é um dos alvos da operação, indicado pela PF como destinatário central das vantagens indevidas e como agente público que teria utilizado o mandato parlamentar a favor de Vorcaro. O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) está proibido de entrar em contato com investigados e testemunhas do caso.

O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, foi alvo da mesma operação e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e não poderá se comunicar com outros envolvidos.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além da prisão temporária, nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. De acordo com a PF, foi realizado o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.

Essa é a quinta fase da operação Compliance Zero, que tem como objetivo  aprofundar investigações sobre o esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

As ações da PF foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro foram presos na última fase da operação, em abril.

Vorcaro segue preso na Superintendência da PF em Brasília, enquanto trabalha na possibilidade de delação premiada. A proposta foi entregue pela defesa nesta semana e já começou a ser analisada pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

Fonte CNN BRASIL