Cinquenta camas elásticas de diversos tamanhos ocupam mais de 1.250m² do shopping Aerotown, na Barra. Com a inauguração adiada pela quarentena, o parque de trampolins Big Jump USA abrirá as portas assim que o plano de flexibilização do isolamento organizado pela prefeitura permitir e os proprietários julgarem seguro para colaboradores e frequentadores.
Os empreendedores são os americanos Chris e Chanika McFly, que recentemente se mudaram com os cinco filhos para o Rio e aguardam ansiosos o momento de inaugurar o parque. O casal trocou os Estados Unidos pelo Brasil há dois anos e meio e aportou na Bahia. Poucos meses depois, abriu em Salvador o primeiro Big Jump USA. A ideia já envolvia a expansão do negócio para outros estados e a imersão em uma nova cultura. Todo esse processo é documentado no canal da família no YouTube, o Our Brazilian Life.
O que McFly, de 41 anos, e Chanika, de 39, não poderiam prever era a pandemia. Há cerca de quatro meses instalados em seu apartamento, na Barra, eles tentam driblar a crise permanecendo otimistas, negociando seus compromissos financeiros — como o aluguel do espaço que mantêm em Salvador — e contando com a compreensão dos vizinhos, já que estão com cinco crianças presas em casa: três meninas, de 6, 7 e 8 anos, e dois meninos, de 11 e 12.
— Antes mesmo de a quarentena começar aqui, tivemos problemas com o recebimento dos equipamentos do parque, que vieram da China. Logo em seguida, quando o vírus chegou ao país, fechamos a unidade de Salvador e tivemos que adiar a abertura do Big Jump do Rio, que é três vezes maior — conta Chanika.
Trampolins já eram uma paixão antiga da família, que tinha um em seu quintal, em Reno, no estado de Nevada. Influenciados por um amigo, que abriu negócio semelhante em São Paulo, e desejosos de conhecer outra cultura, eles acabaram se decidindo a explorar o vasto mercado latino-americano.
— Estivemos no Brasil algumas vezes antes de nos mudarmos e amamos o país. A língua é linda; e a cultura, super-rica — conta McFly, que antes trabalhava numa empresa de engenharia.
A família não falava uma palavra em português, mas hoje todos já são fluentes. Salvador foi a primeira cidade onde se instalaram por ter custo de vida mais baixo do que o do Rio. Após a matriz do Big Jump conquistar certa estabilidade, McFly e Chanika concluíram que era hora de dar o segundo passo e montar sua base carioca.
— Escolhemos viver na Barra da Tijuca porque um amigo disse que era uma das melhores áreas do Rio para se morar. Além disso, o bairro tem grandes espaços, e para trabalhar com trampolins é preciso um grande pé-direito — explica McFly.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior