Pode ser no campo, na areia, na rua, ou em qualquer lugar onde a bola role – às vezes, nem é preciso que role. Os praticantes de futebol encontram uma maneira para jogar. E foi nessa procura de um “jeito” de jogar bola, que um dos esportes mais cariocas começou na praia de Copacabana nos anos 1960, o futevôlei. No início a ideia era chamar a nova prática de pévôlei, mas não teve muita aceitação. A partir daí o futevôlei não demorou a ganhar fama, e logo começou a juntar amantes do esporte nas redes da praia, com grande participação de jogadores profissionais dos clubes do Rio, apaixonados pelo jogo, e a praia é claro. Desde então, a prática só tem aumentado, hoje entre Leme e São Conrado, são quase dez escolinhas espalhadas pelas areias cariocas e diversas redes.
Conhecido como “berço do futevôlei”, a Praia de Copacabana conta com algumas escolas do esporte, entre elas a do ‘Léo Tubarão’ – como ficou conhecido Leonardo Fialho Salles, em frente à Rua Constante Ramos, responsável pela criação de uma das jogadas mais elásticas do esporte.
– Em um campeonato na Bahia, criei um movimento em que seria a cortada com o pé. Mais tarde deram o nome de ‘Shark attack’, e hoje muitos já desenvolveram a mecânica – diz Leonardo.
Leonardo acredita que a jogada e a fama de ser o berço do futevôlei ajudam a levar mais praticantes para a escolinha.
– É uma referência, os melhores jogadores já treinaram e jogaram aqui um dia. Hoje, temos muita gente famosa jogando também, como artistas e jogadores de futebol. Então, a procura é sempre grande. – informa.
Atleta tenta um dos movimentos mais difíceis no futevôlei, o shark attack – Luiz Ackermann / Agência O Globo
Frequentadora da praia do Leme, a estudante de economia Aline Loureiro começou na escolinha de futevôlei depois de participar das rodas de altinha.
– Ia à praia com amigos e para não ficar de fora jogava bola com eles. Comecei a pegar gosto e resolvi que precisava melhorar. Entrei na escolinha e logo viciei. – conta.
E se engana quem acha que o esporte é coisa de homem. Segundo Aline, as mulheres tomaram gosto pela prática.
– Ser menina nunca foi um problema, até porque a escolinha tinha mais meninas do que meninos. Só senti dificuldade no início, pois nunca tinha jogado futebol mesmo. – explica.
Há quase 10 anos ensinando futevôlei, Eli Pinheiro comanda a escolinha Black Futevôlei no posto 11, na praia do Leblon, e defende a prática para todos.
– O pessoal vem atrás de um exercício físico ao ar livre, pois muitos já estão saturados da academia. Aqui o ambiente é mais tranquilo e descontraído, além de contar com um visual muito melhor – comenta Eli.
Eli acredita que, mesmo quem não sabe jogar futebol, consegue aprender futevôlei.
– Já teve aposta entre amigos que eu não conseguiria ensinar para um garoto. Ele chegou chutando bola no calçadão. Depois de um tempo, ele já dominava e jogava sem problema. Foi aí que começaram a me chamar de professor. Pois viram que todo mundo pode aprender – conta.
ONDE FAZER?
Black Futevôlei
Praia do Leblon entre as ruas Carlos Goes e Cupertino Durão
blackfutevolei@gmail.com
Tel: +55 (21) 986289994 / Tel: +55 (21) 78665350
Futevôlei Leblon
Avenida Delfim Moreira, 370 – em frente a Rua Carlos Góis
Telefone: (21) 98628-9994 / contato@futevoleileblon.com.br
Escolinha de Futevôlei do Léo Tubarão e Beco
Praia de Copacabana ao lado do Posto 4 em frente a rua Constante Ramos, de segunda à
LÉO TUBARÃO / contato@leotubarao.com.br Tel: (21) 970013816
Escolinha de Futevôlei Posto 6
Em frente a Rua Francisco Sá, Copacabana
Tel: (21) 96929-2341 / rodrigoleitevasconcelos@hotmail.com
Clínica de Futevôlei
Praia de Ipanema – Redes 53A e 53B (Em frente a Av. Vieira Souto, 294)
Contato: dunga@clinicadefutevolei.com
Beach Training
Posto 4 da Praia da Barra, em frente ao Condomínio BarraMares
Contato: (21) 7838-3429
Pro Sport Barra
Endereço: Av. Lúcio Costa, 3600 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ, 22630-010
Telefone:(21) 99503-9639
Fonte: O GLobo
Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta junior