Acordo da Alerj com Estácio garante 20 mil bolsas de estudo

Para tentar amenizar os efeitos da pandemia de Covid-19, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está costurando acordos para que instituições de ensino privadas reduzam suas mensalidades durante a quarentena. Com mais de 200 mil alunos, a Estácio foi a primeira a aderir a esse movimento. A universidade vai oferecer 20 mil bolsas integrais e mais 20 mil benefícios, que podem ser descontos. A proposta foi apresentada nesta terça-feira pela universidade ao presidente da Alerj, André Ceciliano (PT).

Em paralelo, um projeto de lei que assegura desconto de 30% nas mensalidades de creches, escolas e faculdades está em tramitação na Alerj. Um dos autores da proposta, Ceciliano comemora o acordo fechado com a Estácio antes mesmo da votação. Segundo ele, outras instituições já procuraram a Casa:

— O mundo está parado, e muitas famílias perderam sua renda. Já tivemos avanços mesmo sem o projeto entrar em pauta. Ainda vamos ouvir todos os envolvidos neste processo — afirmou o deputado.

As regras de acesso às bolsas na Estácio ainda serão divulgadas em um edital, mas o público-alvo serão os alunos que perderam os empregos ou têm uma baixa renda familiar. Com a proposta, a universidade espera atingir aqueles que mais necessitam de auxílio neste momento. Os benefícios serão analisados ao fim do semestre, antes da renovação da matrícula, pois ainda não se sabe quanto tempo as regras de isolamento social vão permanecer em vigor.

— Cerca de 70% dos nossos estudantes trabalham e pagam a própria faculdade. Ao fim das aulas, vamos conseguir entender quem vai precisar. Já soubemos de casos em que o aluno perdeu o emprego e está preocupado. Queremos ajudar aquele que realmente precisa — disse Eduardo Parente, presidente da Estácio.

O exemplo da universidade poderá ser replicado para outras instituições. O Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Rio de Janeiro (Semerj), que tem 42 associadas, informou que vai orientar as filiadas a seguirem o caminho de negociar com seus alunos a melhor maneira de atender aqueles que mais precisam:

— É preciso uma mobilização individual, pois acaba sendo mais justa do que uma solução coletiva. Alguns precisam de mais ajuda do que o proposto no projeto de lei, enquanto outras não necessitam deste auxílio. A orientação é que os alunos recebam ajuda para que não parem de estudar — disse Celso Niskier, vice-presidente do Semerj.

Fonte: GLobo
Postado por: Raul Motta Junior