Com vias interditadas há quatro meses, o Parque Nacional da Tijuca impõe dificuldades a cariocas e turistas que buscam momentos de lazer na área verde ou planejam caminhadas e corridas até o Corcovado. Perto do Centro de Visitantes Paineiras, a Estrada do Redentor está com a pista tomada por uma montanha de pedras. Embora o trecho tenha sido fechado em 30 de setembro do ano passado devido a um deslizamento, só na semana passada foram iniciadas obras no local.
— Na China, estão construindo um hospital (para pacientes com coronavírus) em uma semana. Aqui, demoram meses para liberar uma pista — reclamou Omri Breda, morador de Copacabana que foi ontem com a mãe ao Parque Nacional da Tijuca.
A decepção dele era a mesma do economista Steffen Dauelsberg, que pedalava pelo parque e se deparou com a Estrada do Redentor obstruída.
— É inadmissível. O Rio atrai muitos turistas porque oferece diferentes opções de contato com a natureza, mistura praia e floresta. Como pode esse local ainda estar assim?— lamentou.
Em outras vias do parque, como a do Sumaré, também há trechos que foram bloqueados entre o fim de setembro e o início de outubro de 2019 por orientação da Defesa Civil municipal.
Promessa de melhorias
A Estrada do Redentor, informou a direção do Parque Nacional da Tijuca, permanece interditada, em ambos os sentidos, entre a guarita Sapucaia e as Paineiras. Segundo a administração da área de proteção ambiental, o monte de pedras na pista não é resultado de uma nova queda de barreira, mas do trabalho da empresa que realiza intervenções numa encosta próxima.
“Essa fase da obra começou após o desenvolvimento de um projeto que vai cobrir 16 pontos do parque, afetados pelos fortes temporais que caíram na cidade em fevereiro e abril de 2019”, destacou a direção, em nota.
Não há previsão, porém, para o fim dessas obras, de responsabilidade federal. Devido à demora, Rafael Pazos, da Comissão de Segurança de Ciclismo no Rio, enviou ofícios à prefeitura, à União e ao governo estadual, pedindo uma força-tarefa para acelerar a reforma das vias.
— Temos avisado às pessoas para que respeitem as interdições. Se existem é porque as áreas estão instáveis — disse Pazos.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior