RioZoo terá safári de 22 mil metros quadrados com animais da savana africana

O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro (RioZoo), na Quinta da Boa Vista, ganhará um toque africano a partir de janeiro do ano que vem. A biosfera Aventura Selvagem , que vai ocupar uma antiga área onde ficavam os falcões, abrigará animais oriundos da savana africana. No espaço, de 22 mil metros quadrados, será possível fazer um safári para observar casais de girafas, zebras, gazelas, hipopótamos e avestruzes.

No futuro recinto dos hipopótamos, um tanque com capacidade de cerca de 300 mil litros e três metros de profundidade terá um painel transparente de 2,5 metros por quatro metros, que permitirá ver os animais interagindo dentro da água. Enquanto o lugar não fica pronto, a fêmea Bocão, de 21 anos, e o macho Tim, de 25, que já moram no zoológico, podem ser observados nos dias de visitação no parque atual. Os demais bichos chegarão apenas depois que as obras gerais forem finalizadas.

Barco puxado a corda
Todo o percurso da biosfera poderá ser feito a pé e também por um barco, puxado a corda, que cruzará um rio turvo e sinuoso, construído artificialmente, de 400 metros de extensão. Esse trajeto será feito em cerca de sete minutos. A antiga passarela da área ganhará ambientação típica de savana e novos mirantes.

— O projeto é para todas as idades e completamente acessível. O barco estará preparado para receber cadeirantes — conta o diretor do RioZoo, Fernando Menezes.

Mas as mudanças vão muito além da Aventura Selvagem. Está sendo implantado um novo complexo, com previsão de conclusão em junho do ano que vem. Até lá, animais de grande porte — como leões, ursos e elefantes — continuarão em área reservada. Existe, contudo, um plano de instalar monitores para que o público possa observar os animais, enquanto o novo espaço não fica pronto.

Todo o projeto está estimado em R$ 80 milhões. E, apesar das obras, as visitações e o tratamento das espécies não foram interrompidos.

Estreitar fronteiras
A promessa da direção do zoológico é que o novo complexo foque na qualidade de vida dos animais e estimule o turismo da região da Quinta da Boa Vista. Para os viveiros de pássaros, por exemplo, a ideia é retirar grades e os confinamentos tradicionais, estreitando as fronteiras entre os visitantes e os animais. Os pássaros deverão ganhar um recinto com mais de sete metros de altura e vegetação natural de suas regiões. Essa é uma tendência de zoológicos, como os de San Diego, nos Estados Unidos, e de Valência, na Espanha, que viraram bioparques.

Com essas medidas, o grupo Cataratas, que ganhou em outubro de 2016 a concessão do zoo do Rio, pretende atrair visitantes que não gostam dos zoológicos tradicionais, onde a interatividade é menor.

O esperado é que o lugar passe a receber aproximadamente quatro mil pessoas em dias úteis e mais de dez mil visitantes nos fins de semana e feriados.

— Essa é uma inversão da história. Eu não trabalharia num espaço que fosse só para ser uma exposição de animais — afirma o gerente técnico do RioZoo, Carlos Eduardo Verona. — Como muitas espécies estão diminuindo, os zoológicos modernos estão virando bancos genéticos de espécies que estão sumindo da natureza.

O zoo do Rio tem 155 mil metros quadrados e cerca de 1.300 animais, entre aves, primatas, répteis, peixes e felinos. O urso pardo Zé Colmeia é uma de suas maiores atrações.O projeto é para todas as idades e completamente acessível. O barco estará preparado para receber cadeirantes — conta o diretor do RioZoo, Fernando Menezes.

Mas as mudanças vão muito além da Aventura Selvagem. Está sendo implantado um novo complexo, com previsão de conclusão em junho do ano que vem. Até lá, animais de grande porte — como leões, ursos e elefantes — continuarão em área reservada. Existe, contudo, um plano de instalar monitores para que o público possa observar os animais, enquanto o novo espaço não fica pronto.

Todo o projeto está estimado em R$ 80 milhões. E, apesar das obras, as visitações e o tratamento das espécies não foram interrompidos.

Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior