Multidão participa da inauguração do Cristo Redentor, no Morro do Corcovado

O Cristo Redentor abriu oficialmente seus braços sobre a Guanabara às 11h15m de 12 de outubro de 1931. Desde o amanhecer daquele dia, uma multidão começou a se encaminhar para o alto do Corcovado, tentando se aproximar o máximo possível da estátua de 30 metros (sobre uma base de oito metros), cuja construção começara cinco anos antes.
Acompanhado de outros religiosos, o cardeal-arcebispo do Rio, dom Sebastião Leme, embarcou no primeiro trem que deixou a estação da Estrada de Ferro do Corcovado. Na viagem seguinte, subiu o chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas, acompanhado de ministros e personalidades. A cerimônia durou cerca de duas horas, mas o público continuou lotando o alto do morro e as festividades seguiram ao longo do dia. Na noite de 12 de outubro, quando o Cristo foi iluminado, o monumento à redenção começava a virar um símbolo além das fronteiras do catolicismo.
A estátua de concreto armado revestida de pedra-sabão fica a 710 metros de altura. O Corcovado foi escolhido durante uma assembleia do Círculo Católico — associação que reunia leigos católicos —, numa votação em que concorreram o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio, no Centro.
Em outra assembleia, foi aprovado o projeto do arquiteto carioca Heitor de Silva Costa, cujo desenho sofreu modificações até chegar à forma final, em 1923. Em 1929, a pedido de dom Sebastião Leme, o monumento, que é oco, ganhou ao longo da obra um coração, que pode ser visto tanto por fora como por dentro da estátua.

Fonte: O Globo
Foto: Postal
Postado por: Raul Motta Junior