Entre os números 6.000 e 7.000 da Estrada dos Bandeirantes, nota-se um curioso fenômeno. Quem está do lado par da via é atendido pela tubulação da Cedae. Já aqueles que ficam no lado ímpar foram informados de que precisariam realizar uma obra para atravessar a tubulação por baixo das Estrada dos Bandeirantes se quisessem se conectar à rede de esgoto da empresa. E fazer isso sem interromper o trânsito.
Esta foi a orientação dada ao proprietário de um pequeno prédio da via que contratou um engenheiro com a intenção de dar início aos trâmites burocráticos para se ligar à rede da Cedae.
— A pessoa que eu contratei disse que é impossível fazer isso. Todos do lado ímpar precisariam fazer esse tipo de intervenção, que é muito caro, na casa dos milhões de reais — conta. — Enquanto isso, a Cedae ainda me cobra taxa de esgoto.
O impasse gera outro problema: a falta de calçadas na via. Uma lei municipal de 1988 determina que cabe ao dono do imóvel construir e conservar a calçada em frente a ele. Sem saber se terão que desfazer a obra para fazer a ligação à rede da Cedae, porém, muitos proprietários preferem correr o risco de serem multados a executar a pavimentação.
Em nota, a Cedae confirma que só há tronco coletor de esgoto do lado par neste trecho da Estrada dos Bandeirantes e que antes de providenciar a conexão do lado ímpar é preciso pedir à empresa uma Declaração de Possibilidade de Esgotamento. Confirma que orienta os responsáveis pelos imóveis desta área a executarem a obra de ligação e acrescenta que, no caso da tarifa de esgoto, qualquer tipo de canalização realizada pelo poder público permite sua cobrança.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior