Atravessadas por fios de alta-tensão, as árvores da Rua Felipe Camarão, perto do polo gastronômico da região, causam transtornos. Os ventos e a chuva criam condições para o rompimento dos cabos, apresentando riscos diários a frequentadores dos restaurantes e pedestres. Moradores e comerciantes cobram providências.
O comerciante Santo Pulviremti conta que já protocolou cinco reclamações na Light, sendo a primeira delas em outubro do ano passado, e até agora nenhuma medida foi tomada. Há pouco mais de dois anos, lembra ele, um ciclista quase foi atingido por um fio de alta-tensão que estourou após uma forte chuva.
— Se ele estivesse dez, cinco metros mais à frente, morreria eletrocutado. Esse é o risco que nós corremos todos os dias. Afinal, temos mesas para os clientes na calçada — diz.
O comerciante conta que apenas em uma das cinco vezes em que reclamou um funcionário da Light compareceu ao local no mesmo dia. E avaliou, segundo ele, que os galhos na fiação do restaurante poderiam provocar um incêndio no estabelecimento.
— Ele tirou a foto, foi embora e não voltou — lembra.
As árvores da rua têm outro problema: algumas estão tombando. Há seis meses, uma delas caiu e outra se inclinou a ponto de abrir rachaduras na calçada e desnivelá-la.
— Fomos nós, moradores, que colocamos cimento para tapar a rachadura na calçada. O edifício já tem 30 protocolos na Light, e até agora nada — relata um zelador que preferiu não se identificar.
Para Carlos Magno, engenheiro da Biovert, empresa prestadora de serviços de engenharia florestal, tanto a Comlurb quanto a Light demoram porque não contam com funcionários para atender à cidade toda.
— Se for um problema com os galhos, uma poda basta. Só em último caso é feita a remoção. Mas, se tem risco, é preciso uma intervenção imediata — afirma.
Até o fechamento desta edição, a Light não respondeu às questões envolvendo a fiação da Felipe Camarão.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior